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Se nenhuma reforma da Previdência for aprovada, os gastos do regime geral chegariam a 17% do Produto Interno Bruno (PIB) em 2060, segundo informações da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal. Hoje, essa proporção é de 7,5%.

Os números foram dados pelo presidente da IFI, Felipe Salto, durante evento do Bradesco BBI, em São Paulo. Ele alerta para o fato de que, nessas circunstâncias, a Previdência chegaria a ocupar 100% do Orçamento federal.

Salto destacou que a reforma é condição essencial para estabilizar e alterar a trajetória da dívida, ainda que não seja suficiente para resolver o problema do crescimento econômico. Segundo o presidente da IFI, para estabilizar a dívida no atual patamar, de 80%, seria necessário um superávit primário de 1,68% do PIB, no cenário mais pessimista. Hoje, o País tem um déficit equivalente a 1,7% do PIB (considerando crescimento de 2% e juro real em 4%). "Seria um esforço de R$ 400 bilhões", apontou.