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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,12% em agosto, após subir 0,10% em julho, segundo dados divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 2,68% no ano de 2019, além de avanço de 3,28% em 12 meses. Em agosto de 2018, o INPC tinha sido de 0,00%. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Já dentro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma leve alta de 0,01% em julho para recuo de 0,35% em agosto. A contribuição do grupo para a inflação saiu de zero para -0,09 ponto porcentual.

Os alimentos para consumo no domicílio recuaram 0,84% em agosto. A contribuição negativa mais intensa no grupo foi do tomate, que ficou 24,49% mais barato no mês, um impacto de -0,08 ponto porcentual para a inflação. As famílias também pagaram menos pela batata-inglesa (-9,11%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%). Por outro lado houve reajuste nos preços das frutas (com alta de 2,14% e impacto de 0,02 ponto porcentual) e da cebola (alta de 7,05% e contribuição de 0,01 ponto porcentual). Ao mesmo tempo, os custos da alimentação fora de casa subiram 0,53% em agosto, com pressões da refeição (0,52%) e do lanche (0,47%).

Construção civil

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) desacelerou a 0,44% em agosto, após elevação de 0,68% em julho. No ano de 2019, o índice acumulado ficou em 3,11%. A taxa acumulada em 12 meses foi de 4,50%. O custo da construção alcançou R$ 1.148,65 por metro quadrado em agosto, acima dos R$ 1.143,65 de julho. /Estadão Conteúdo