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Analistas do mercado financeiro, consultados pelo Ministério da Fazenda, esperam que o resultado primário do governo central – formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC) – feche, este ano, com déficit de R$ 141,038 bilhões.

Esta previsão, divulgada ontem (13) pela pasta em seu relatório chamado Prisma Fiscal, revela uma revisão para baixo nas análises. No documento anterior, a mediana das expectativas estava em R$ 148,717 bilhões. A meta para 2018 é de um déficit do governo de R$ 159 bilhões.

O resultado primário é a diferença entre despesas e receitas. Desta forma, a mudança nas perspectivas reflete revisões dos economistas para ambos os componentes. Ao mesmo tempo que a previsão para o fechamento das receitas aumentou (de R$ 1,220 trilhão para R$ 1,224 trilhão), dos dispêndios recuou (de R$ 1,367 trilhão para R$ 1,364 trilhão).

Essa elevação na mediana das receitas tem, por sua vez, razão, em partes, na nova projeção do mercado de que a arrecadação de impostos federais alcance R$ 1,453 trilhão, contra R$ 1,450 trilhão.

No último dado divulgado pelo Tesouro Nacional, o déficit primário do governo central no ano até julho está em R$ 38,874 bilhões, 51,2% menor, em termos reais (corrigido pela inflação), do que igual período de 2017. Nesse acumulado de 2018, a receita líquida apresentou alta de 7,6%, para R$ 707,569 bilhões, enquanto a despesa cresceu 1,9%, para R$ 750,465 bilhões.

A arrecadação de impostos federais somou R$ 843,870 bilhões de janeiro a julho deste ano, representando um acréscimo pelo IPCA de 7,74%, segundo levantamento da Receita Federal do Brasil.

Ano que vem

Para 2019, o Prisma Fiscal de setembro mostrou que os analistas esperam um déficit primário de R$ 123,808 bilhões, contra R$ 123,288 bilhões previstos no relatório de agosto.

Os analistas preveem receita líquida do governo central de R$ 1,306 trilhão, ligeiramente superior a mediana anterior, de R$ 1,304 trilhão. E, para a despesa total, a estimativa diminuiu de R$ 1,424 trilhão para R$ 1,423 trilhão.