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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira, 4, que não está decepcionado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pois o aumento de tarifa sobre aço e alumínio ainda não se concretizou. "Não tem decepção porque não bateu o martelo ainda. Não é porque um amigo meu falou grosso numa situação qualquer que eu já vou dar as costas para ele", disse Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro disse acreditar em Trump e esperar chegar em um "bom termo". "Não tenho uma idolatria por ninguém. Tenho uma amizade... não vou falar amizade, não frequento a casa dele, nem ele a minha, mas temos um acordo, com contato bastante cordial", declarou.

Trump escreveu no Twitter na última segunda-feira, 2, sobre a intenção de aumentar tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina, como forma de compensar a desvalorização da moeda destes países. A proximidade com Trump é frequentemente apontada pelo governo brasileiro como uma conquista da gestão Bolsonaro.

Bolsonaro não respondeu se já ligou para Trump. "Vou dar uma dica para você: se eu já liguei para ele ou não, você não vai ficar sabendo. Tem certas questões que são de Estado, não adianta eu dar uma de pavão misterioso aqui, liguei, não liguei, falei não falei", afirmou Bolsonaro.

Na segunda-feira, o presidente disse que tinha "canal aberto" com Trump.

"Vejo com certo exagero o que está acontecendo", disse Bolsonaro, sem deixar claro se refere-se ao tuíte de Trump ou à repercussão do caso. "Por enquanto não foi sobretaxado nada, só tem a promessa dele no Twitter."

Bolsonaro negou que o País está desvalorizando artificialmente o real. "O mundo está globalizado, a própria briga comercial (entre) Estados Unidos e China influencia o preço do dólar aqui."

"Agora, somos pobres na história. Não sei quantas vezes a economia deles é maior do que a nossa, várias vezes. Nós estamos com bodoque, estilingue, os caras estão com uma .50, tá certo?", declarou Bolsonaro.