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A parcela de mulheres ocupadas como empregadas domésticas caiu para 13,7% do total no ano passado, segundo o estudo sobre emprego doméstico na Região Metropolitana de São Paulo divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Seade. Esta é a menor proporção já registrada na série da pesquisa, iniciada em 1985.



A redução de domésticas que dormiam no local em que exerciam seu trabalho evidencia as drasticas alterações que o segmento vem sofrendo ao longo do tempo. Em 1992 elas representavam 22,% aproximadamente um quarto do total. Em 2014, o percentual caiu para 1,7%. 



A pesquisa também mostra o aumento da proporção de mulheres negras que trabalham como doméstica nos últimos anos. Em 2000 elas representavam 49,1% das empregadas, em 2012 eram 50,9%, passando para 51,4% em 2013, e para 52,6% em 2014. O acrescimo corresponde a 3,5 pontos percentuais em quase 15 anos.



Outra mudança importante diz respeito à idade das empregadas. Em 2007, elas eram em sua maioria jovens e adultas de até 39 anos (48,0%). Em 2013, a faixa etária desse grupo passou a representar 36,3% e no ano passado caiu para 32,6%, com o aumento das faixas de maior idade.