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A Hurst Capital anunciou o lançamento da primeira plataforma brasileira que permite às pessoas físicas investirem em ativos reais – aqueles que estão na economia real, fora do mercado financeiro.

Dentre estes ativos, já é possível aplicar em precatórios, os chamados títulos públicos judiciais, que são dívidas reconhecidas, líquidas e certas de governos municipais, estaduais e federal que podem remunerar o investidor entre 20 e 40% ao ano.

Até então, esse mercado, movimentado pelas tesourarias das grandes instituições financeiras e fundos de investimento especializados, mostrava-se inacessível para as pessoas físicas, pois a originação dos ativos é complexa e cara. “Desenvolvemos robôs que vasculham os tribunais em busca desses ativos e seus titulares de uma forma muito mais rápida e segura”, diz Arthur Farache, CEO da Hurst Capital.

“Mas depois vem a tarefa mais refinada: fazer a diligência do papel e dos titulares, precificar o ativo corretamente, negociar com seus detentores e, finalmente, colocar a dívida na carteira”, resume.

A empresa já fez algumas rodadas privadas de investimento. A primeira rodada deste ano fechou em fevereiro e foi utilizada para a compra de Precatórios do Estado de São Paulo. O valor total captado foi de R$1,56 milhão e deve gerar um retorno de 30% ao ano.

Praticamente tão seguras quanto qualquer título do Tesouro Nacional, essas dívidas são conhecidas no meio jurídico como precatórios, ordem de pagamentos contra entes públicos já reconhecidas pela Justiça e em fase de pagamento) podem render, na média, pelo menos 20% ao ano ou cerca de 320% do CDI. Já o rendimento do Tesouro Direto, se o título for mantido até a data do vencimento está em torno de 6,50% ao ano, ou 100% do CDI.

O investimento mínimo na plataforma da Hurst é de R$ 10 mil. A empresa origina os precatórios, faz todo o processo de due diligence e o monitoramento do ativo até sua liquidação. Como esse mercado ainda não tem liquidez, o investimento é de médio prazo. “A aplicação de pessoas físicas, pode ser um excelente negócio se o investidor dispuser de um capital que possa manter aplicado de 12 a 36 meses, que é a média da efetiva quitação dos nossos precatórios. O risco nesse tipo de aplicação fica por conta da data do depósito em conta, já que a dívida é reconhecida pelos entes públicos e pela Justiça”, explica.