Pré-candidato, João Amoêdo (Novo) defende diminuição do Estado

A redução dos gastos do setor público e a diminuição do tamanho do Estado são algumas das principais propostas do pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo. Fundador da legenda, o ex-executivo do mercado financeiro esteve na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo, nesta segunda-feira, para apresentar seu programa. Além de corte de cargos comissionados e limitação do número de ministérios a, no máximo, 12 pastas, Amoêdo defendeu a privatização de todas as estatais.

A redução dos gastos do setor público e a diminuição do tamanho do Estado são algumas das principais propostas do pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo. Fundador da legenda, o ex-executivo do mercado financeiro esteve na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo, nesta segunda-feira, para apresentar seu programa. Além de corte de cargos comissionados e limitação do número de ministérios a, no máximo, 12 pastas, Amoêdo defendeu a privatização de todas as estatais. Não faz sentido o Estado administrar empresas. Ele não consegue dar conta da segurança pública e da educação básica e fundamental, administrando instituição financeira, exploração de petróleo, Correios , disse. Essas empresas acabam sendo utilizadas para indicação política, gerando ineficiência , acrescentou o pré-candidato. Ele disse que o processo de repasse das estatais deve ser bem estruturado para evitar que monopólios públicos virem monopólios privados . Para o Novo, o foco dos gastos do governo deve ser voltado para educação, saúde e segurança pública. Mas o partido não descarta a possibilidade de transferir a administração desses setores para empresas privadas. No caso da segurança, por exemplo, o partido defende Parcerias Público Privadas (PPPs) na gestão de presídios.

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João Amoêdo disse que irá reforçar a independência das agências reguladoras e apoiar a continuidade da Operação Lava Jato. O pré-candidato afirmou ainda que o Congresso Nacional gera um gasto diário de R$ 29 milhões e que pretende cortar esses custos. Agenda micro A agenda microeconômica de Amoêdo contempla uma maior flexibilização da última reforma trabalhista, a criação de um Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) #2013 que juntaria em apenas uma alíquota tributos como ICMS, PIS/Cofins, ISS, IPI #2013 e a simplificação de processos burocráticos, como fechamento e abertura de empresas. O partido, por outro lado, ainda está estudando medidas de financiamento para as empresas. Se o BNDES continuar existindo, ele será voltado para as pequenas. Vamos estudar até que ponto este banco precisa existir , ressaltou. Na área de educação, Amoêdo defendeu um investimento maior na formação de professores do ensino básico e fundamental, além de alterações no preparo dos docentes. Segundo ele, a formação de professores, hoje, é mais voltada para a teoria da educação e menos centrada em conteúdos referentes a  como e o que ensinar . A CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, afirmou que uma das principais propostas da Câmara que está sendo apresentada aos candidatos é a redução da tributação da renda corporativa.

Os Estados Unidos acabaram de fazer uma reforma tributária reduzindo o imposto corporativo de 35% para 21%. Isso existe porque eles perceberam que outros países que estavam fazendo isso aumentaram a competitividade das suas empresas , disse Vieitas. A nossa preocupação é que a elevada carga tributária no Brasil, da ordem de 40%, está abrindo um espaço muito grande entre o que é praticado lá fora e o que é praticado aqui. Isso torna as nossas empresas menos competitivas , concluiu.

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