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Na esteira da decisão do Banco Central sobre juros, na semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2019 e 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 23, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,00% ao ano, ante 5,25% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção foi de 7,00% para 6,75%, igual a um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Foi o segundo corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que o cenário externo, apesar de incerto, está favorável para países emergentes. Além disso, reconheceu avanços nas reformas econômicas e divulgou projeções comportadas de inflação para 2019 e 2020. Neste contexto, a instituição também indicou que pode promover novos cortes na Selic.

Top 5

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 foi de 5,00% para 4,75% ao ano, ante 5,00% de um mês antes. No caso de 2020, passou de 5,00% para 4,75% ao ano, ante 5,13% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 6,50%. Há um mês, estava em 7,00%. Para 2022, a projeção do Top 5 seguiu em 6,50% ao ano, ante 7,00% de um mês antes.

Próximos passos

Os economistas do mercado financeiro projetam novo corte de 0,50 ponto porcentual da Selic em outubro no encontro do Copom. Com isso, a taxa, atualmente em 5,50% ao ano, atingiria novo piso histórico, de 5,00% ao ano.

Pelas projeções, que fazem parte do Sistema de Expectativas de Mercado do relatório Focus, atualizado nesta segunda-feira, a Selic permaneceria em 5,00% ao ano de outubro de 2019 a janeiro de 2021, quando a taxa básica passaria por elevação de 0,25 ponto porcentual, para 5,25% ao ano.