Publicado em

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA o índice oficial de preços em 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de alta de 3,29% para 3,31%. Há um mês, estava em 3,28%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,60%. Quatro semanas atrás, estava em 3,73%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% e 3,50%, respectivamente.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,10% em outubro. No ano, a taxa acumulada é de 2,60% e, em 12 meses até outubro, de 2,54%.

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4%. No caso de 2020, está em 3,6% e, para 2021, em 3,5%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3,30% para 3,36%. Para 2020, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,55%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,28% e 3,78%, nesta ordem.

No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 foi de 3,75% para 3,70%, ante 3,75% de um mês atrás. A projeção para 2022 no Top 5 permaneceu em 3,50% , igual a quatro semanas antes.

Últimos 5 dias úteis

A projeção mediana para o IPCA de 2019 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 3,28% para 3,35%. Houve 57 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 3,21%.

No caso de 2020, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,52% para 3,60%. Há um mês, estava 3,58%. A atualização no Focus foi feita por 55 instituições.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 0,10% em outubro. No ano, a taxa acumulada é de 2,60% e, em 12 meses até outubro, de 2,54%.

Em outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,4%. No caso de 2020, está em 3,6% e, para 2021, em 3,5%.

Novembro

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente a previsão para o IPCA em novembro de 2019, de alta de 0,35% para 0,36%. Um mês antes, o porcentual projetado indicava inflação de 0,22%.

Para dezembro, a projeção no Focus permaneceu em alta de 0,35% e, para janeiro, seguiu em alta de 0,39%. Há um mês, os porcentuais de alta eram de 0,39% e 0,42%, respectivamente.

No Focus de hoje, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,58% para 3,61% de uma semana para outra há um mês, estava em 3,44%.

Preços administrados

O relatório indicou leve alteração na projeção para os preços administrados em 2019. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano foi de alta de 4,69% para 4,70%. Para 2020, a mediana seguiu em alta de 4,10%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 4,30% para os preços administrados em 2019 e elevação de 4,10% em 2020.

As projeções atuais do Banco Central para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 5,2% em 2019 e 4,0% em 2020.

IGPs

O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana das projeções do IGP-M de 2019 passou de 5,53% para 5,50%. Há um mês, estava em 5,21%. No caso de 2020, o IGP-M projetado permaneceu em alta de 4,07% ante 4,02% de quatro semanas antes.

Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.