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O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, afirmou nesta quinta-feira, 4, que a queda na produção de veículos em março se deve ao recuo das exportações, à greve que atingiu uma das montadoras (Ford, em São Bernardo do Campo) e às enchentes que interromperam a operação de outra empresa (Mercedes-Benz, também em São Bernardo).

O recuo das exportações, no entanto, tem sido o principal limitador da produção desde o início do ano, em razão da crise da Argentina, principal destino das exportações de veículos brasileiros.

"O primeiro semestre do mercado argentino está absolutamente comprometido. Esperamos que comece a melhorar depois disso", afirmou Megale.

A retração das exportações, inclusive, neutralizou o aumento das vendas no mercado doméstico no primeiro trimestre. Enquanto as vendas internas cresceram 11,4%, as exportações caíram 42%.

Com isso, a produção no trimestre está praticamente estável em relação ao primeiro trimestre do ano passado, com queda de 0,6%.

Megale, com isso, afirmou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira que a Anfavea terá de revisar para baixo a sua previsão para exportações em 2019. Por enquanto, a associação prevê queda de 6,2%, para 590 mil unidades.