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O saldo da balança comercial de junho foi de US$ 2,3 bilhões, o que levou a um superávit acumulado no ano de US$ 28,5 bilhões. Em valor as exportações recuaram 11% e as importações 4,8% na comparação entre os meses de julho de 2018 e 2019.

No acumulado do ano até julho de 2019, as exportações caíram 4,7% e as importações, 0,9%. A queda nos fluxos de comércio levou a uma retração de 3% na corrente de comércio entre os sete primeiros meses de 2018 e 2019, de acordo com o Icomex da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado ontem.

Observa-se que a corrente de comércio estava se recuperando, desde 2018, após a desaceleração entre 2014/17. O resultado de 2019 reflete a piora das condições no comércio mundial. Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisaram para baixo suas projeções divulgadas esse ano em relação ao crescimento do comércio mundial — Banco Mundial de 3,6% (janeiro) para 2,6% (junho) e o FMI de 3,4% (abril) para 2,5% (junho).

No caso do Brasil, dois de seus principais parceiros comerciais influenciam esse resultado. A crise na Argentina e a desaceleração do crescimento chinês levaram a uma queda nas exportações brasileiras para esses mercados no mês de julho em relação a julho de 2018 — 28% (Argentina) e 13% (China). Para os Estados Unidos, o segundo principal parceiro, as exportações cresceram 11%, no mesmo período.

Comércio mundial

O Icomex analisa os resultados dos fluxos comerciais a partir dos índices de preços e volume. Todos os índices registraram queda na comparação entre julho de 2018 e 2019. No entanto, a queda no volume exportado (7,2%) é superior ao das importações (1%).

Na comparação do acumulado até julho, os preços caem nas exportações e nas importações e para o volume, a queda nas importações (1,9%) é maior do que nas exportações (0,5%). O que ressalta desse quadro é uma tendência de queda nas exportações que refletem as condições do comércio mundial e um recuo das importações associada ao baixo nível de atividade.

Os volumes exportados e importados caíram 7,2% e 1,0% entre julho de 2018 e 2019. Na comparação do acumulado até julho, porém, os volumes cresceram em 0,5% para as exportações e 1,9% para as importações.

Os volumes exportados e importados decrescem, no entanto, desde junho, logo o resultado de julho confirma uma tendência de piora nos índices de volume do comércio exterior. No caso dos preços, seja na comparação mensal ou do acumulado do ano, os preços recuam tanto para as exportações como para as importações do País. /Agências