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O secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, destacou "sinais amarelos" no texto da reformada Previdência aprovado ontem  pelo Senado. Dentre os pontos destacados estão o abono do Pis/Pasep, os benefícios voltados para policiais civis e a votação perdida para desvincular a pensão do salário mínimo.

"Precisaremos conversar melhor com os senadores sobre o abono do PIS/Pasep. Mas um ponto que ainda nos preocupa muito é que não dá pra imaginar dar um privilégio para uma categoria quando se está sendo tão restrito com todo o resto", afirmou o secretário, a respeito do regime de benefícios voltado para policiais civis previstos na PEC paralela.

Rolim também destaca que apesar de ter sido decepcionante a não aprovação do desvínculo entre pensão e salário mínimo, situação vista por ele como "uma das enormes jabuticabas brasileiras do judiciário", a votação foi democrática. 

Ontem (4), o relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE) apresentou uma complementação ao seu relatório, cuja principal mudança é a exclusão da possibilidade de pensões por morte abaixo do valor de um salário mínimo. Os montantes, porém, continuam vinculados.

"Precisamos ter senso democrático e olhar pelo lado positivo. É um texto poderoso do ponto de vista fiscal e que traz mudanças muito importantes no nosso sistema previdenciário", completou Rolim.

 

*Repórter viajou a convite da Cnseg