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A JSL desistiu de abrir o capital da Vamos, sua locadora de caminhões, máquinas e equipamentos, cuja oferta pública inicial de ações seria precificada ontem. O motivo, de acordo com fontes de mercado, seria falta de demanda para a operação. Uma das fontes afirma que os investidores chegaram a pedir a redução da faixa do preço, que ia de R$ 17 a R$ 21, mas a empresa não aceitou.

No teto da faixa indicativa, a Vamos poderia levantar até R$ 1,276 bilhão. Os recursos líquidos provenientes da oferta primária seriam destinados, de acordo com o plano de negócios da companhia, ao financiamento da frota para atividade de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, reforço da estrutura de capital e pagamento de dividendos. Já os recursos da oferta secundária iriam para o bolso da JSL.

Os bancos que coordenavam a operação foram BB Investimentos, Santander Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Bank of America Merril Lynch (BofA).

No ano passado, a Vamos chegou a cogitar a possibilidade de uma abertura de capital, mas o plano não avançou. Desta vez, chegou a colocá-lo em prática, mas não conseguiu tirá-lo do papel. Procurada, a JSL/Vamos não comentou.

Decisão. A JSL confirmou que seu conselho de administração optou por cancelar a oferta pública de distribuição de ações devido às "condições de mercado que afetaram a operação durante o processo".

Em comunicado, a companhia reafirmou que o plano de desenvolvimento dos negócios da JSL e de suas controladas está mantido, dada sua independência em relação à referida oferta.

Segundo fontes ligadas ao processo, investidores queriam que o preço fosse reduzido para R$ 15, mas a empresa resolveu não baixá-lo. O fraco desempenho da economia no primeiro trimestre e os constantes ruídos provocados por Brasília atrapalharam o negócio, que seria a segunda oferta inicial de ações do ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.