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O Consulado Geral do Canadá de São Paulo reforçou a intenção do país em receber empresas brasileiras, principalmente as pequenas e inovadoras, em seu território para contribuir com sua economia.

“Queremos ser como uma porta de entrada para os empreendedores”, cravou o cônsul geral do Canadá em São Paulo, Stéphane Larue, nesta manhã, na capital paulista.

Cônsul geral do Canadá em São Paulo, Stéphane Larue
Entre os atrativos, as autoridades presentes no evento destacaram os acordos bilaterais e multilaterais.

Pontuaram ainda os benefícios que os estrangeiros têm em terras canadenses, justificando que 23% da população do país é do exterior, ou 9,2 milhões de habitantes.

As informações foram destaque durante o Fórum Investir e Inovar no Canadá, organizado pelo Setor Comercial do Governo do Canadá no Brasil e realizado no Grand Hyatt São Paulo.

“É fácil ir para o Canadá”, pontuou o diretor de atração de investimentos de Toronto, Daniel Hengeveld. Ele explicou que há benefícios tanto nacionais quanto regionais, que mudam de acordo com o local em que a empresa se instalar.

Diretor de atração de investimentos de Toronto, Daniel Hengeveld


Hengeveld destacou que a adaptação em Toronto é fácil, por ser a região do Canadá que mais concentra brasileiros. Sem contar que investimentos, pesquisas e desenvolvimentos e parcerias com universidades locais geram benefícios fiscais às empresas.


Para o economista-chefe do Banco Nacional do Canadá, Stéfane Marion, os 14 acordos que o país tem, que englobam 51 nações, reforçam a intenção globalização das companhias instaladas no mercado canadense.


Esses tratados colocam os empreendedores em relação com mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo, dentro de economias que representam US$ 50 trilhões.

Tendo em vista os 40 milhões de habitantes, o país recebeu 300 mil imigrantes em 2018, sendo 63% com idade produtiva, entre 25 e 54 anos, disse Marion, exemplificando a atratividade da economia canadense.

O fundador da startup brasileira Portal Telemedicina, Rafael Figueroa, que participou do evento, espera abrir um centro de pesquisas no Canadá.

Ele avaliou que o mercado do Canadá é muito desafiador para a sua empresa, tendo em vista que o governo é responsável pela saúde no país. Por isso, está se aproximando de representantes de algumas regiões.

 

Inteligência artificial

Atualmente, o Canadá se destaca no ecossistema mundial de inovação como um grande polo de inteligência artificial. Por isso, em 2013, o país deu início a um dos principais benefícios para empreendedores estrangeiros do segmento, um visto específico para startups.


Denominado Start-Up Visa, a credencial atende empreendedores que tenham soluções com potencial de ser escaláveis, conseguir competidor globalmente e gerar empregos locais.


A documentação requer que a startup já esteja incubada ou em programa de aceleração no Canadá. É possível também caso a empresa nascente tenha recebido, pelo menos, 75 mil dólares canadenses de investidor anjo, ou 200 mil dólares canadenses de fundo de venture capital.


O nível cinco em alguma das provas de competência linguística canadense (CLB e NCLC, nas siglas em inglês e francês, respectivamente) também é exigido. “Basta procurar nossas embaixadas e consulados que vamos ajudar neste processo”, garantiu o cônsul geral do Canadá em São Paulo.