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Reunir produtores artesanais e grandes fabricantes de cerveja, estabelecimentos comerciais e consumidores é a proposta da Oh Beer. A plataforma criada em outubro de 2017 funciona como um marketplace que permite ao usuário encontrar locais próximos onde degustar ou pedir o delivery da bebida, em versão popular ou gourmet.

Embora a plataforma contemple diversos perfis, a ideia é dar visibilidade a cervejas alternativas, diz o fundador e CEO, Rafael Louzada. “Nosso foco é o pequeno e médio produtor que tem dificuldade para mostrar seu trabalho. Nosso software permite exposição ao público. Tudo está lá: rótulo, teor alcoólico, ingredientes”, afirma. “Para o comerciante, é um estande virtual de seu catálogo.”

O aplicativo oferece um guia de bares e outros estabelecimentos com mapas e menus de cada local. O objetivo é proporcionar a entrega da bebida a um preço competitivo, evitando que o usuário se arrisque em acidentes ou blitz de lei seca. Pela ferramenta é possível escolher marca e quantidade, além de informar o local de entrega.

O empreendedor conta que decidiu investir no projeto por ver uma brecha de mercado. “Temos vários pontos a atingir. O primeiro é poder dar ao amante de cerveja artesanal lugares para encontrá-la em sua cidade. Para aquele que não conhece, a Oh Beer serve para se inteirar do tema, saber como é feita uma cerveja, os ingredientes, como degustar, em qual copo etc”, diz. “O segundo ponto é oferecer comodidade ao entregar a bebida”, completa.

Por meio do app, o usuário pode avaliar bares e marcas experimentadas ranqueando os rótulos. “Estabelecemos uma interação para quem vende, faz e bebe cerveja, por isso temos vários conveniados, como mercearias, conveniências, hamburguerias e pizzarias.”

Louzada diz que a startup de Florianópolis também já atua em São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Porto Alegre, Pelotas (RS), Uberlândia (MG) e Palmas. A previsão é operar em 30 cidades até 2019, acrescenta. A Oh Beer não revela o faturamento. 

Como a prioridade são marcas alternativas, o produtor artesanal que não tem recursos para investir na marca recebe know how por meio de convênio com o Sebrae, que ajudou a construir a Oh Beer. Esses empreendedores podem participar de cursos, oficinas e consultorias.

Para equilibrar a balança, a startup garante aos grandes fabricantes que os produtores artesanais não iniciem suas vendas até possuir certificados da Anvisa. A própria startup coloca em contato pequenas e grandes cervejarias para realizar parcerias, diz o CEO.

Como funciona

Para o produtor ou comerciante se integrar à plataforma, o valor é de R$ 600 por ano mais comissão de 8% a cada pedido, cobrada como uma taxa de manutenção do serviço.

Ao vendedor basta baixar a aplicação, fazer o cadastro e solicitação e o contrato é enviado. Há opções de pagamento via cartão ou boleto bancário. A startup oferece sete dias de prazo para o estabelecimento testar e montar sua página na ferramenta. Em caso de inadimplência, o convênio é bloqueado.

O delivery é feito por entregadores autônomos. “O serviço é prestado por motoristas locais que nos procuram. Como cada um estipula seu preço, filtramos aqueles que estão próximos do pedido e o usuário escolhe”, explica Louzada. Ao fim da operação, 10% do total é direcionado à Oh Beer.

A companhia tem ainda um plano de adesão para interessados em levar o app a novas localidades, atuando como representantes. “Queremos ampliar a abrangência nacional, então selecionamos prestadores para serem licenciados em novos municípios. Por exemplo: um usuário poderá ser nosso licenciado para cadastrar bares e gerir entregas onde vive. O retorno será proporcional à população do município e às metas”, diz Louzada