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Como acompanhar e avaliar o trabalho de funcionários que atuam fora do escritório, prestando serviços a clientes? A startup Auvo, de Goiânia, criou uma plataforma de gestão de equipes externas que conecta empresa e colaboradores em tempo real.

Com site e aplicativo, a ferramenta aponta, por exemplo, quantos locais foram visitados por um profissional e apresenta um relatório de check in e check out de cada atendimento, com notas sobre os serviços prestados. Assim, possibilita rever estratégias de abordagem e melhorar a qualidade da relação com o cliente. 

A proposta é tornar mais eficazes as visitas técnicas, de instalação, venda de produtos ou entregas, controlando as ordens de serviço e informando o cumprimento das tarefas. Pela plataforma, o próprio consumidor dá seu feedback e avalia o funcionário. O software também calcula a melhor rota e faz a gestão de combustível do veículo utilizado.

A startup cobra uma mensalidade de R$ 44,90 por funcionário monitorado. Para empresas com mais demanda, oferece benefícios como cursos. São mais de 600 clientes, entre eles os grupos educacionais Estácio e Ânima Educação, a empresa de sistemas de identificação automática de veículos Sem Parar, o banco Itaú Unibanco e a operadora de planos de saúde Unimed.

 Atualmente com 40 colaboradores, a Auvo faturou R$ 1 milhão em 2017 e projeta fechar 2018 com R$ 2,2 milhões, com meta de R$ 6 milhões em 2019.

A empresa foi fundada em Goiânia por Gabriel Rodrigues de Moraes, que trabalhava em uma empresa de telefonia. Ao perceber que havia uma lacuna no mercado, ele pensou em unir tecnologia e método para melhorar a gestão de equipes externas e solucionar problemas no atendimento ao consumidor.

Em 2015, Moraes deixou o emprego e se juntou ao sócio Alexandre Costa para investir na ideia. No ano seguinte, o projeto tomou forma de startup e recebeu um aporte de R$ 2,5 milhões do fundo de capital semente Criatec.

A primeira grande empresa atendida foi o parque aquático Beach Park, em Fortaleza. “Os primeiros clientes foram a base para avaliar a operação. Fornecíamos o produto a um preço de custo, para testar, e pedíamos a eles uma avaliação do funcionamento”, conta Moraes, hoje CEO da Auvo.

Segundo o empreendedor, o número de clientes e o faturamento vêm aumentando de modo orgânico. “Nosso primeiro aporte foi de R$ 100 mil. Usamos os recursos na contratação de engenheiros eletrônicos que aperfeiçoaram o sistema. Aí colocamos o produto no mercado de maneira gradual, já que sabíamos que era uma expertise única”, conta.

A segurança contra fraudes foi outro passo. “Existem maneiras de fazer prevenção. O GPS do celular é utilizado, então não tem como alguém ocultar de nós onde está. Além disso, a aplicação avisa a central caso o telefone seja desligado ou corrompido”, diz.

Em relação à concorrência, o CEO é taxativo. “Nosso maior competidor é a planilha do Excel. Queremos substituí-la. Nossa operação mostra em detalhes tudo o que ocorreu na saída e como relacionar esses dados com metas”, argumenta.

Para Moraes, a área tende a ser plena de oportunidades, já que independe da economia do País, “Temos uma média de 15 a 20 testes por dia. O mercado é muito bom e não desaquece com crises como outros setores. Qualquer empresa quer investir em um time melhor, rentável e enxuto. Isso poupa despesas e aumenta a produtividade na mesma proporção”, argumenta.