Publicado em

A companhia de energia EDP transformou iniciativas de aceleração em um só programa, o Starter Acceleration Program. Agora, startups do mundo inteiro fazem a inscrição no mesmo local, mas são direcionadas para três sedes, sendo São Paulo para a América Latina, Madri para Europa e Ásia e Houston para a América do Norte.

Com o objetivo de captar empresas nascentes que tenham produtos ou serviços compatíveis com a companhia, a EDP pretende utilizar essas empresas e até investir nelas.

Apesar de atuar em 16 países com foco no setor energético, não há essa obrigação de atuação entre os empreendedores. “Não precisam ser necessariamente do setor energético”, explica a gerente executiva de inovação da EDP, Lívia Brando.

Entre as alterações no programa, estão a ampliação das companhias selecionadas. Anteriormente eram cinco e agora serão dez por módulo, totalizando 30 globalmente.

Anteriormente, os empreendedores passavam por três meses no programa de aceleração. Agora, Lívia explica que eles ficarão apenas uma semana em São Paulo para afinar o produto ou serviço e após esse período cada startup vai focar em desenvolver a solução remotamente sem um tempo pré-determinado de finalização.

Lívia Brando, gerente executiva de inovação da EDP. (Foto: Divulgação)

Cada empresa nascente vai contar com um mentor sponsor, ou seja, um executivo da companhia de energia especializado no setor de atuação da startup. Esse sponsor vai ser o elo entre o empreendedor e a EDP e vai ajudar a tomar as decisões dentro do projeto.

Assim como nas duas edições anteriores do EDP Starter, aceleração que deixou de existir com essa nova iniciativa, 10 empresas nascentes trabalharam com a EDP e diversas delas realizaram projetos com a empresa portuguesa.

Cases

Lívia cita exemplos de startups que realizaram projetos e ainda estão trabalhando junto com a EDP. A cearense Delfos, por exemplo, atua com inteligência artificial para manutenção preditiva de usinas eólicas e está trabalhando com a EDP Espanha na área de energias renováveis.

A Delfos, aliás, foi a primeira startup brasileira a receber investimento por meio do fundo de investimento da EDP. O aporte foi de R$ 1,5 milhão e foi realizado em conjunto com a BMG Uptech.

Sem citar o nome da empresa, Lívia também antecipou que um novo investimento está em fase final e será realizado em uma das cinco startups que participou do 2º ciclo do EDP Starter, realizado no ano passado.

Em parceria com a EDP Brasil está a Dom Rock, startup que atua com as tecnologias de inteligência artificial e big data. Seis projetos estão em andamento, sendo que o principal produto da empresa é utilizar uma plataforma própria para coletar dados e transformar em tomada de decisões.