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A Mogo Sistemas, desenvolvedora de software de Pato Branco (PR) especializada em bares e restaurantes, criou um robô para atender clientes em estabelecimentos self-service. Batizado como Mogô, em alusão ao nome da empresa, o androide é capaz de interagir com as pessoas, pesar o prato e entregar a comanda. O objetivo é reduzir filas e otimizar o aproveitamento da equipe.

Fundada em 2012 por Flávio Medeira e André Neckel, atuais CEO e CTO, respectivamente, a companhia começou prestando serviços de consultoria mercadológica e administrativa para restaurantes e outros estabelecimentos que servem refeições, com o desenvolvimento de softwares próprios para isso.

“Podemos dizer que o Mogô é o produto final da nossa proposta, que é automatizar a entrega de comandas e as pesagens, transferindo dados diretamente para o sistema central do caixa. O estabelecimento fica, assim, livre da dependência de um funcionário, que pode muitas vezes faltar ao serviço”, explica Medeira.

O projeto do robô começou em agosto de 2017 e, no fim do ano, o androide ganhou o aspecto atual. Ele tem capacidade de interação e aloja seus dados em uma nuvem virtual. A tecnologia permite pesar o prato e até desejar bom apetite ao cliente, entregando a nota fiscal com o valor a ser pago.

Na prática

Testado em estabelecimentos de Pato Branco, o dispositivo é movido à energia elétrica e recarregável em tomada, com durabilidade para o período de almoço, de aproximadamente três a quatro horas.

“Os donos relatavam a necessidade de desafogar filas, realocar pessoal e repensar o atendimento do almoço. As falhas humanas às vezes ocorrem em horários de pico. O robô é à prova desses erros operacionais”, diz Medeira.

Questionado se a novidade poderia roubar vagas de pessoas, Flávio diz que os funcionários podem exercer outras atividades. “Na maioria dos casos, como não há quadro de funcionários completo, a pessoa que seria despedida será realocada para outras funções. Ela pode atuar em áreas mais produtivas como servir bebidas, recepção etc. O Mogô vai, sim, ajudar os colaboradores”, argumenta.

A partir da encomenda, o prazo de entrega do equipamento é de 90 dias. O robô é integrado aos sistemas de gestão do estabelecimento. Assim, basta posicionar o Mogô junto à balança para que ele comece a atuar.

Perspectiva

Em fase de pré-vendas, a empresa oferece vantagens de pagamento aos primeiros compradores:  isenção de taxa de implementação, manutenção, atualização e mensalidade, bem como parcelamento via boleto bancário (em três vezes), cartão de crédito (10 vezes) ou cartão BNDES (até 24), com desconto de até 40% no valor de mercado do produto, que é de R$ 5.900. 

A comercialização começou recentemente, em março de 2018, por meio do site da empresa. Até o momento,10 unidades já foram vendidas, com meta de chegar a 100 até dezembro, diz Medeira.

“Dividimos os primeiros robôs em quatro lotes de preços. O primeiro, já vendido, ficou em R$ 2.600; o segundo, R$ 3.200; o terceiro, R$ 3.800; e o quarto, R$ 4.700. Já estamos vendendo o segundo, que tem 20 unidades. O terceiro e o quarto terão as outras 30 e 40, num total de 100 Mogôs”, conta o CEO.

Presente com os serviços de consultoria e desenvolvimento de software em 16 estados e 250 restaurantes, a Mogo acredita que todos os clientes que atuam no sistema de refeições por peso tendem a adquirir o robô, tanto pela praticidade como para valorizar outras funções.

Segundo Medeira, o dispositivo foi projetado para ser imune a defeitos de uso ou fabricação, devendo-se apenas evitar quedas de lugares altos. A empresa assegura reposição de peças e dá garantia equivalente à de um eletrodoméstico, de 30 dias.

Futuramente, o cliente também poderá quitar a refeição com cartão de crédito diretamente no andróide.