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Com o objetivo de atrair comerciantes e investidores que não desejam correr o risco da grande volatilidade do bitcoin, surgem as stablecoins, ou moedas estáveis, que são lastreadas em ativos reais, como ouro ou dólar.

Além das peculiaridades por utilizar a tecnologia blockchain, como não estar sujeito a um banco local e não precisar pagar taxas pelas transações, as moedas estáveis querem conquistar o varejo.

Embora tenha taxas inferiores aos agentes tradicionais (US$ 0,02 para uma transação de US$ 1 milhão), como as operadoras de cartão de crédito, a velocidade das transações ainda é um problema, já que podem demorar minutos para serem realizadas, contra poucos segundos de seus concorrentes.

Há dezenas de moedas estáveis pelo mundo, sendo a TrustToken uma das maiores. Seu fundador, Tory Reiss, aponta as transferências internacionais como uma boa opção para as moedas estáveis. Neste caso, não são cobradas taxas e não é necessário ter uma conta em um banco local para transferir seu capital.

Com um ano de operação, a TrustToken tem US$ 210 milhões em circulação e usa o dólar norte-americano como base, ou seja, cada unidade de TrustToken equivale a US$ 1.

Legenda: Encontro da Atlas Quantum discutiu criptomoedas estáveis. Foto: Raphael Ferreira/DCI

Reiss participou hoje de um encontro promovido pela Atlas Quantum, empresa de serviços financeiros em criptomoedas da América Latina.