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Embora já existam aplicativos de mobilidade urbana consolidados no mercado, como Uber, 99 e Cabify, o setor não está saturado. É o que afirma o diretor de marketing da Sity, Rafael Barrinha. A nova empresa aposta que vai crescer por conta da maior segurança que vai oferecer para os motoristas e quer conquistar até o fim do ano 2% de market share (participação de mercado) na capital paulista.

Com data de lançamento prevista para 16 de junho, a empresa vai começar a atuar somente na região metropolitana de São Paulo, mas prevê estar em cinco capitais até o fim de 2018. Porto Alegre e Rio de Janeiro serão as próximas contempladas.

Começando sua operação no início da Copa do Mundo, a Sity diz ter fechado contrato com um jogador da seleção brasileira - apesar de não revelar o nome - para ser seu garoto propaganda. Para ganhar escala no início, a empresa vai oferecer 100 mil corridas gratuitas com limite de R$ 10 ou R$ 15, tendo esse valor descontado caso o percurso seja maior.

De acordo com Barrinha, a ideia surgiu depois de conversar com motoristas de aplicativos que reclamavam da falta de segurança. As queixas estão alinhadas com dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública revelados pela GloboNews. Só no primeiro trimestre de 2018 houve um salto de 839 para 995 roubos a motoristas na comparação com o mesmo período de 2017.

Para tentar evitar o problema, o aplicativo aposta em duas medidas. Uma é cobrar dos usuários uma selfie no momento do cadastro. Ou seja, o motorista vai saber quem é o usuário - e, se no momento do embarque aparecer uma pessoa diferente, ele pode se recusar a fazer a corrida e não será punido por isso.

Já no momento da corrida, se o motorista se sentir numa situação de insegurança, poderá acionar um ‘botão de pânico’. O dispositivo não estará visível na tela do aplicativo, já que é previamente marcado numa posição aleatória na tela do celular.

Caso o botão seja acionado por engano, o motorista tem prazo de um minuto para ligar para a central e avisar sobre o ocorrido. Caso contrário, a notificação chegará para policiais aposentados ou na reserva. “Eles vão falar com a delegacia mais próxima e notificar a polícia. Com o rastreamento do carro, uma viatura será colocada no caminho para uma abordagem padrão”, diz Barrinha. O executivo garante que, durante o procedimento, ninguém vai entrar em contato com o motorista.

Taxas

A partir de propagandas na televisão e na internet, a Sity já atraiu 3 mil motoristas que se cadastraram para atuar por meio do aplicativo. Dos mil primeiros será cobrada uma taxa fixa de 10,00% a cada corrida, para sempre. Os demais contarão com o mesmo benefício somente nos três primeiros meses e, posteriormente, o valor aumentará para 15,1%.

Para efeito de comparação, o Uber cobra 25% nas corridas da categoria X e 20% para os motoristas do Uber Black. A 99 fica com 16,99% na categoria Pop, equivalente ao X do Uber. A Cabify retém 25% do valor das corridas.

Categorias

A Sity vai contar com três principais categorias. Além da mais popular, na qual qualquer motorista com carros com fabricação a partir de 2010, com quatro portas e ar condicionado pode se candidatar, haverá também a Premium, como se fosse o Uber Black, para veículos dos tipos sedã e SUV e com banco de couro.

Uma inovação da empresa de compartilhamento é a categoria de blindados, que será equivalente à Premium, mas somente com carros blindados.