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A startup de compartilhamento de bicicletas Yellow contará com uma equipe de “guardiões” para monitorar a frota que começa a circular em São Paulo. O serviço de aluguel, em testes desde a semana passada, foi lançado oficialmente nesta quinta-feira. A empresa investiu R$ 50 milhões para colocar a operação em ação. 

As bicicletas funcionam no modelo dockless (sem estações fixas). Por meio de um aplicativo com GPS é possível localizar a unidade mais próxima, ler o código QR para destravar o equipamento e pagar pelo uso ao fim do percurso. Como as bikes podem ser retiradas e devolvidas em qualquer lugar, caberá aos “guardiões” recolher e redistribuir as unidades, além de fazer eventuais ajustes.

Os testes começaram com 110 bicicletas circulando em bairros como Itaim Bibi, Vila Olímpia e Pinheiros. Agora, 500 vão rodar por toda a região sudoeste e central da capital, com tarifa de R$ 1,00 a cada 15 minutos, o equivalente a um percurso de 3 quilômetros.

Será a maior frota de bicicletas públicas na cidade, dizem os fundadores: o CEO, Eduardo Musa, o diretor de produtos, Ariel Lambrecht, e o de tecnologia, Renato Freitas. “Vamos fazer uma expansão gradual para todos os pontos da cidade até 2019. Se uma bicicleta for parar em local distante da cobertura, nossos guardiões vão buscá-la. Assim, os caminhos traçados virarão rotas, e quanto mais rotas, maior será nossa cobertura e estratégia logística”, disse Freitas.

Os “guardiões” serão contratados em bairros periféricos carentes de empregos e ficarão divididos por regiões.

Produzidas no Brasil, as bicicletas são equipadas com alarme de proximidade e travas juntas ao pedal. O aplicativo lê o QR code localizado na barra traseira. A princípio, o ciclista precisará de cartão de crédito para pagamento, mas o sistema prevê convênio com o Bilhete Único da SPTrans, a ser firmado até o fim do ano.

Os empreendedores creem que chegarão a uma frota de 100 mil unidades até 2019 e a um milhão até 2021, já cobrindo outras cidades. De acordo com o trio, será necessário um total de 120 mil amarelinhas para atender toda a capital.

Para Eduardo Musa, a iniciativa cria uma nova opção de transporte na metrópole. “São Paulo é a cidade com maior número de pedidos de Uber e assinatura do Waze em todo o mundo. Tem uma demanda altíssima por opções de deslocamento. Superpopulações são  tendência e temos que pensar em maneiras de solucionar essa congestão urbana”, disse.

A cor das bicicletas, em alusão ao nome da empresa, lembra as da chinesa Ofo. Questionado se o modelo inspirou a Yellow, Musa negou. “Nossa inspiração vem da facilidade visual, alegria e vida da cor amarela, além de ser bem aceita, já que não tem denotação política ou desportiva”, disse. 

A Yellow também prepara uma frota de patinetes elétricos nos mesmos moldes, mas com objetivo mais recreativo do que de transporte complementar. A ideia será apresentada na próxima semana e estará em testes durante o mês de agosto.

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