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Fazer a intermediação entre técnicos de informática e empresas. É assim que FindUp atua no mercado. Com sede em Recife, no Pernambuco, e um escritório em São Paulo, a empresa acumula mais de 70 clientes espalhados pelo País e pretende superar os R$ 6 milhões de receita em 2019.

A atuação da companhia é muito semelhante ao “modelo Uber”. A ideia é conectar prestadores de serviços autônomos com seus clientes temporários. No entanto, a FindUp faz esse contato somente entre os técnicos de informática e empresas, e não com pessoas físicas.

Sediada no polo tecnológico Porto Digital, em Recife, a companhia dobrou o faturamento nos últimos dois anos. Em 2018, por exemplo, registrou receita de R$ 3,2 milhões.

O fundador da startup, Fábio Freire, lembra que antes de criar a FindUp, seus clientes eram consumidores. Normalmente queriam suporte de informática em suas residências.

 Mas o empreendedor observou que a demanda não era recorrente. Ele afirma que havia muitos problemas para fazer o acompanhamento desses serviços. Principalmente devido à falta de utilização da tecnologia de geolocalização na época.

Após 2015, Freire criou a FindUp para atender somente clientes corporativos. Atualmente, há preferência para quem está mais próximo do local do atendimento. Depois que o serviço é realizado, o contratante dá uma nota e faz uma avaliação que fica disponível para todos na plataforma.

Os clientes realizam suas solicitações tanto pela internet quanto pelo aplicativo da startup. Entre as principais demandas estão atendimentos nos caixas de lojas, configuração de impressoras e dispositivos de internet.

Segundo o empreendedor, a primeira rede a contratar a empresa nascente foi a Calvin Klein. “Depois veio Centauro, Riachuelo e hoje temos mais de 70 clientes de grande porte”, revela Freire.

A FindUp monetiza de duas maneiras. A primeira é a cobrança de um valor fixo por um projeto determinado. Este é o caso de instalações de pontos de wi-fi ou configuração de sistema em todos os computadores do cliente.

O outro modelo se dá por meio da moeda virtual própria Ups. Cada unidade representa três horas de atendimento por parte do técnico de informática, independentemente do problema. O valor unitário é de R$ 310,00, mas vai reduzindo conforme o contratante compra pacotes com mais unidades.

Freire explica que há um controle para evitar que o cliente se sinta lesado caso o técnico permaneça por muito tempo no local. A ideia é que os serviços durem no máximo três horas, o que representa uma Up. Caso o especialista fique por período maior, a sua comissão será reduzida.

Depois de cadastrados, os técnicos passam por uma avaliação. “Testamos a qualidade [dos serviços] deles para que o atendimento aconteça somente com profissionais capacitados. Há provas de Windows, Linux e outras especialidades.”

Após uma requisição de atendimento, a plataforma filtra o tipo de serviço e apresenta a demanda apenas para os profissionais qualificados no assunto. Por exemplo, prestadores autônomos que foram mal na prova de Linux não atenderão chamados para este sistema.