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Para fazer diagnósticos de doenças agrícolas e produtividade da plantação com mais agilidade do que os métodos analógicos, a CromAI criou um software que avalia as condições das culturas com base na tecnologia de visão computacional. O sistema capta as informações de textura, coloração e o tamanho das folhas e, por meio de internet, envia dados para a análise na base, que geralmente está localizada em um computador na fazenda, para gerar relatórios imediatamente.


Um hardware com uma câmera e um módulo de GPS são integrados a um trator da fazenda. A empresa é responsável pelo projeto do equipamento, mas compra as peças de terceiros para a montagem. Conforme a máquina agrícola se desloca pela lavoura, o aparelho capta as imagens e informa as coordenadas. Os dados são enviados para a plataforma e podem ser acessados pelos produtores.

A tecnologia também permite coletar informações de nível de maturação dos frutos e sobre o crescimento das plantas. O objetivo da CromAI é analisar toda a fazenda ao invés de algumas amostras, como ocorre em serviços semelhantes disponíveis no mercado. Esse processo normalmente é realizado por consultores que coletam manualmente as amostras, enviam para um laboratório, que divulga os resultados dentro de algumas horas ou dias.

A companhia, de São Paulo, comercializa a tecnologia para cooperativas e empresas agrícolas que, por sua vez, oferecem aos seus produtores e associados. Com quatro clientes, tem maior atuação na cultura de cana-de-açúcar. Mas já está em negociação para abocanhar o mercado de soja, milho, algodão e café.

Com um investimento anjo de R$ 150 mil, os sócios Guilherme Castro, Marcos Fogagnoli e Diogo Dutra fundaram a startup em agosto de 2017. A CromAI deu os primeiros passos já com clientes, devido aos contatos dos sócios, que são engenheiros agrônomos e mecatrônicos. O projeto piloto foi feito em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Quiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo.

No ano passado, os empreendedores participaram do programa de aceleração da HackBrasil, iniciativa da Brazil Conference at Harvard & MIT que apoia startups de tecnologia. Além disso, em julho de 2018, participaram do Google Exchange, do Google Campus de Tel’Aviv, em Israel.

A startup espera faturar R$ 1 milhão até dezembro de 2018, mas não informa o valor registrado em 2017. Com a intenção de ampliar o mercado para diferentes culturas, a companhia pretende triplicar o faturamento em 2019.