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A correria do dia a dia e a praticidade de poder comprar qualquer produto a um click impulsionou o crescimento do comércio digital nos últimos anos. Com isso, uma empresa que há pouco tempo vendia apenas para o seu bairro ou cidade hoje pode vender para qualquer lugar do Brasil ou do mundo. Um cenário promissor para compradores e vendedores.

Só no ano passado, o e-commerce brasileiro cresceu 12% na comparação com um ano antes, e registrou faturamento na ordem de R$ 59,9 bilhões, pontua dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Para este ano, a associação projeta crescimento de 15% e faturamento de mais de R$ 69 bilhões.

A boa penetração do acesso à internet entre os brasileiros favorece a ampliação deste segmento, observa Maurici Júnior, membro do conselho administrativo da ABComm. O Brasil é o quarto maior mercado de internet do mundo, com aproximadamente 120 milhões de internautas, segundo relatório sobre economia digital divulgado no fim do ano passado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês). Além disso, o país ocupa a segunda posição global no ranking de horas diárias passadas online – 4:59 no desktop e 3:56 em dispositivos móveis.

Entender o perfil deste público é essencial para identificar quais meios de pagamentos oferecer e, assim, amplificar as vendas. Um dos fatores que mais pesam na escolha dos consumidores diante dos diversos mecanismos para pagamentos ofertados atualmente é ter a garantia de suportes de segurança mais complexos e confiáveis.

“No início do comercio eletrônico, as pessoas utilizam muito mais os boletos como meios de pagamento, pois tinham receio de compartilhar os dados de seus cartões e serem clonados. Hoje, com o avanço dos mecanismos de segurança, os cartões já lideram as vendas”, comenta o representante da ABComm.

O pagamento eletrônico, contudo, ainda é um dos grandes desafios das operações de e-commerce, mas também motivam a contínua evolução da segurança dos inúmeros marketplaces, avalia Jose Roberto Kracochansky, CEO Latam da WEX, empresas de soluções de pagamentos corporativos. “O maior desafio para o avanço está fora do mundo digital, e sim na última etapa do processo que consiste na entrega do produto. Estamos num mercado muito bem atendido com tecnologia, mas as deficiências na nossa cadeia logística altamente impactada pela falta de segurança (roubo de carga, assalto a carteiros ou courrier) são os grandes desafios do e-commerce brasileiro”, diz o executivo.

Além da segurança, pondera Maurici Jr., os meios de pagamento devem oferecer formas de parcelamento. “9% das compras tem parcelamento superior a seis vezes”, comenta.

M-commerce

As projeções também apontam para a consolidação das vendas através do celular. A expectativa é que as vendas mobile totalizem 33% do total de pedidos, contra 28% em 2017.

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