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Conforme dados do setor, cerca de 30% da população não tem acesso formal aos serviços bancários. Oferecer crédito para esta parcela é uma estratégia para fidelização de clientes. É assim que a DM Card – uma administradora de cartões private label que nasceu em 2002, em São José dos Campos, interior de São Paulo – tem ampliado sua base de usuários de cartões.

A estratégia da empresa é focar em cartões de crédito para o varejo supermercadista. Pesquisa realizada pela companhia identificou que o número de pessoas em busca por esse formato de crédito em seus parceiros cresceu 50% no primeiro semestre deste ano.

Para ilustrar o potencial deste mercado, só nos primeiros seis meses de 2019, 241 mil consumidores utilizaram o cartão de marca própria do supermercado pela primeira vez, um crescimento em número de portadores de 15,5%. A DM Card também registrou um percentual de crescimento de 15,5% o valor médio da primeira fatura deste grupo, que passou de R$ 249 para R$ 286.

Com mais consumidores adotando o cartão e gastando mais, o total movimentado nas primeiras faturas durante todo o período foi de R$ 69 milhões, um aumento de 33%.

A expectativa das empresas de cartões de marcas própria com bandeira, é de que o produto alcance um crescimento superior a 16% em 2019. Uma das razões para isso é o crédito bancário restrito e a renda escassa da população neste período em que a economia anda de lado.

“O cenário econômico e o risco de inadimplência trazem cada vez mais dificuldade de acesso ao crédito, principalmente para as classes mais baixas da sociedade. Por isso, o cartão de loja tem se transformado em uma solução mais fácil para aquele consumidor desbancarizado ou que possui conta em banco apenas para movimentação sem ter nenhum crédito, principalmente para a manter o consumo doméstico básico”, observa Carlos Tamaki, diretor financeiro da DMCard.

Apostar neste segmento fez a empresa ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em faturamento apenas no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 32,5% nos gastos dos consumidores comparados com o mesmo período do ano passado, quando foram movimentados menos de R$ 700 milhões. A empresa tem uma base de 2,5 milhões de cartões emitidos. Destes, cerca de 750 mil estão sendo utilizados constantemente. “Como o cartão é de uso exclusivo para um estabelecimento, se a pessoa muda de endereço ou de cidade, tende a deixar de consumir naquele lugar”, pontua Tamaki.

No primeiro semestre, foram realizadas 8,2 milhões de transações com cartões totalizando pouco mais de R$ 1,1 bilhão gasto, alta de 32,5% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram movimentados quase R$ 698 milhões. “Os números que nos trazem os novos consumidores portadores de cartão ajudam a sustentar o entendimento de que há uma busca crescente e maior dependência desse crédito”, pontuaTamaki, acrescentando que, muitas vezes, esta é a única opção para este público garantir suas compras.