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Volumes armazenados em ouro: Estados Unidos com 8 milhões e 100 mil kg. O valor equivalente em dólar a algo como US$ 350 bilhões; Alemanha com 3 milhões e 400 mil kg; em terceiro o FMI (sim o FMI) com 3 milhões de kg.

O economista John Maynard Keynes tentou evitar, desde os primeiros entendimentos para o acordo de Bretton Woods (1946), que o padrão ouro lastreasse o sistema financeiro internacional. Os EUA, à época, quiseram que o padrão continuasse, mas foram os responsáveis por sua extinção em 1971. De certa forma, o padrão ouro, quando estabelecido no século XIX, pretendia que as nações tivessem como garantia uma quantidade de ouro para suportar as negociações com suas moedas.

A economia hoje tem títulos de curto, médio e longo prazos, de diversas modalidades, emitidos por bancos, mas principalmente por países. Para ter uma ideia, a China tem US$ 3,5 trilhões em suas reservas, sendo 95% títulos do governo americano. O Brasil tem reservas de US$ 380 bilhões, 95% em títulos do governo americano. Países desenvolvidos conseguem negociar seus títulos de longo prazo no mercado internacional, mas são os EUA que praticamente dominam este mercado. Países como o Brasil negociam seus títulos, substancialmente, no exterior.

É possível que a China esteja querendo valorizar sua moeda, o Yuan, querendo operar com ela, dando lastro em ouro. Mesmo que a China compre todo o ouro do mundo, o valor ainda seria pequeno diante dos títulos que circulam mundialmente. Sem dúvida que o tamanho da economia americana é o grande lastro, além de ter aproveitado muito bem o seu sucesso na 2ª guerra e, digamos, encaminhado as negociações mundiais tendo o dólar como padrão. Os EUA têm um PIB anual de US$ 18 trilhões, o da China é de US$ 9 trilhões – segunda economia no mundo. É perfeitamente normal a China forçar um maior reconhecimento do Yuan, pois sua economia é gigantesca, mas somente pode mudar algo da relação atual, a longo prazo, com esforços ao longo dos próximos anos.

Nas últimas cinco décadas, houve vários movimentos mundiais para estabelecer uma outra moeda, que não o dólar, como referência. Falou-se em uma cesta de moedas, incluindo recentemente o Yuan, mas nunca foi além das discussões teóricas.

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