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Relativamente nova no País, AXA Seguradora cresce 52% em 2017 contra 2016 e projeta priorizar produtos de vida, saúde e riscos comerciais. Voltada para seguros corporativos, companhia mira parcerias para alcançar a venda de apólices individuais.

No Brasil desde 2014 e com atuação desde 2015, a seguradora francesa registrou alta de 52% no ano passado em relação ao observado em 2016, de R$ 658 milhões para R$ 1,006 bilhão em prêmios.

De acordo com o presidente da AXA Seguradora no País, Phillipe Jouvelot, o crescimento da companhia tem sido vagaroso – tendo em vista a base ainda pequena –, mas os investimentos feitos são para o longo prazo.

“A rentabilidade é controlada tanto pela maior seleção de qualidade de risco como pela classificação de preço para montar uma carteira saudável”, explica e completa que as perspectivas da seguradora são de 20 anos.

“Os investimentos, agora, vêm olhando até para 2038, principalmente porque o importante para nós é evitar um crescimento exponencial no curto prazo para, depois de cinco anos, ter que rever a carteira. Queremos estar entre as cinco primeiras seguradoras do País”, acrescenta Jouvelot.

Ao mesmo tempo, segundo dados da Superintendência Privada de Seguros (Susep), a sinistralidade ainda alta da empresa – próxima aos 40% – também traz maior rigidez e cautela na análise de risco.

“Quando a economia estava melhor, essa avaliação era mais livre e permitia certa flexibilidade na venda. Agora, a restrição e o olhar cuidadoso prevalecem”, comenta o vice-presidente comercial da AXA, Octavio Bromatti.

Diversificação de carteiras

Ainda segundo o presidente da seguradora, entre os principais focos para este e os próximos anos estão os seguros de vida, riscos empresariais e de saúde – este último ainda em processo de adesão da companhia.

“O sucesso vem da diversificação de carteiras e no segmento de saúde, o grande dilema é como conseguir entrar no mercado já com grande escala. Nesse quesito, ainda estamos estudando todas as opções e possibilidades”, diz Jouvelot.

Segundo dados da companhia, os produtos voltados para pessoas físicas foram o que mostraram o maior crescimento no ano passado em relação a 2016, de 431%. Em seguida vieram os seguros de aviação, com alta de 77%, Garantia (68%) e o Empresarial (32%).

Entre as linhas de negócios da AXA, porém, a divisão principal dos produtos é de 35% no segmento corporativo, 17% em Vida, 15% para pessoas físicas e outros 14% divididos entre Aviação, Engenharia, Cascos Marítimos, DPVAT e Garantia.

Para Jouvelot, cerca de 85% da atual carteira da seguradora pode se renovar e chegar aos R$ 2 bilhões em prêmios.

“Mesmo ainda sem planos para atuar em Previdência e Automóvel individual, já estudamos entrar no segmento Residencial e Condomínio. A meta é crescer 20% neste ano e chegar aos R$ 5 bilhões em prêmios até 2021”, completa.

Em relação às perspectivas macroeconômicas e políticas do País, os executivos da seguradora continuam a destacar a estratégia de longo prazo.

“Os investidores analisam o potencial econômico do País para expandir e esperam o momento certo para entrar. Mas, a visão é de que os governos passam, mas a população fica e a indústria está aí para crescer”, complementa Bromatti.

B2B2C

Já sobre a estratégia de crescer os produtos oferecidos para pessoas físicas por meio de parcerias, o diretor comercial de vida e afinidades da AXA, Guilherme Menezes, ressalta o modelo B2B2C como principal distribuidora desses seguros.

“O foco principal está no varejo, que tem bases de clientes enormes. Entre os produtos, destacamos Garantia extendida, Prestamista e Roubo e furto de celular, esse último sendo o que se tornará o maior seguro de affinity não só da AXA, mas do mercado”, reconhece.

“O potencial da seguradora é grande. Já observamos o crescimento orgânico de corretores e, depois das capitais, o objetivo é de expansão local, com produtos elaborados aqui dentro para atender as demandas específicas do País”, conclui Octavio Bromatti.