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São Paulo - O Banco do Brasil e a BRF Brasil Foods S.A. assinaram convênio de integração rural - o BB Convir, de R$ 1,4 bilhão. O recurso deverá ser aplicado no financiamento aos projetos integrados da empresa à criação de frangos e suínos nos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

A finalidade da parceria é executar programa conjunto de aplicação de crédito rural e apoiar a integração das cadeias de avicultura e suinocultura. O BB financia os produtores integrados da empresa com o compromisso de entrega de sua produção à BRF, que, por sua vez, garante a compra.

Para o BB, o convênio amplia a capacidade no crédito rural. No caso da BRF, garante que seus projetos, lastreados no avanço da integração, aconteça de forma sustentável e competitiva. Ao produtor rural, possibilita o acesso a crédito a custos competitivos com suporte por contrato de integração.

A expectativa é de que o convênio beneficie cerca de dois mil produtores rurais por meio da linha de crédito BB FCO Rural para o Centro-Oeste e linhas do BNDES para as demais regiões .

Ampliação crédito agrícola

O novo vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias, afirmou que vai trabalhar para ampliar a fatia detida pela instituição no volume total do crédito agrícola . Dias (PDT-PR) deixou o Senado no ano passado e foi candidato ao governo do Paraná.

"Queremos ampliar a participação do banco no crédito rural, que hoje está em 61%do total", afirmou, em São Paulo.

O Banco do Brasil é o maior financiador agrícola brasileiro, mas a fatia da instituição tem caído nos últimos anos, o que analistas consideram uma tendência positiva, já que é um negócio de margens menores na comparação com outras linhas.

Dias defende, também, a ampliação do total de crédito que está atrelado a seguros, que atualmente gira em torno de 25 % do total. "É um modelo mitigador de risco. Deveria ser obrigatório todo crédito que envolve dinheiro público estar atrelado a seguro", afirmou.

O ex-senador afirmou que está envolvido nas negociações para o próximo Plano Safra, que pode ser anunciado em junho ou em julho, e que já manifestou sua posição pela manutenção das taxas de juros, mesmo em um cenário de aumento das taxas referenciais (Selic).

Dias disse que vai buscar modificações no Plano Safra, uma delas sobre a destinação de recursos específicos para culturas. Ele acredita que seria mais eficiente a destinação por propriedade, para que o agricultor possa ter maior flexibilidade no uso do dinheiro.

O executivo também apoia o aumento da fatia de crédito rotativo de vários anos.