Publicado em

O Banco Pan mira novas tecnologias para crescer. A expectativa é de alcançar 100% da contratação digital de consignado até o final de 2019 e buscar maior competitividade com open banking e Peer to Peer Lending (P2P, empréstimo entre pessoas).

Só no terceiro trimestre deste ano, a originação de produtos varejo total do Banco Pan avançou 14% em relação a igual período de 2017, de R$ 1,248 bilhão para R$ 1,428 bilhão. A maior alta foi para o financiamento de veículos, que subiu 32% na mesma relação, de R$ 275 milhões para R$ 364 milhões.

Em seguida veio a originação do próprio consignado, que mostrou aumento de 14%, de R$ 701 milhões para um total de R$ 798 milhões.

De acordo com o presidente da instituição, Luiz Francisco Monteiro de Barros, o assunto faz parte da estratégia do banco para os próximos trimestres, trazendo a originação omnichannel (multicanal) e sem limitações físicas.

“Essa habilidade tem trazido ganhos relevantes de produtividade e eficiência para nós. E não é só isso. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, a contratação digital do consignado correspondia a 2% do total. Hoje, esse número passou a 10,2% e esperamos que, ao fim de 2019, 100% das contratações da modalidade sejam via digital”, afirma o executivo.

O saldo da carteira de crédito do Banco Pan atingiu R$ 19,7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um avanço de 4,8% em relação a igual intervalo de 2017 (R$ 18,8 bilhões).

A inadimplência da instituição, por sua vez, alcançou o menor patamar em mais de três anos, atingindo 5,6% no terceiro trimestre. O número corresponde a uma queda de 0,5 ponto percentual em relação aos mesmos três meses do ano passado (6,1%).

Para os executivos do banco, a perspectiva de menor incerteza sobre o futuro e a tendência de recuperação econômica do País são positivas para o volume de calotes.

“A melhora da atividade econômica e a consequente geração de emprego também deve ajudar na redução da inadimplência”, lembra o superintendente executivo de relações com investidores do banco, Diogo Ciuffo da Silva.

Para o presidente, porém, mesmo que os indicadores melhorem, “o posicionamento do banco já está adequado”.

“Logicamente buscamos cada vez mais assertividade, mas precisamos olhar para o nosso mix de produtos ao comparar o índice de inadimplência com o dos outros players. Trabalhamos com veículos de quatro a oito anos, por exemplo, o que nos dá maior abertura para o over 90, mas também corresponde a um spread maior”, ponderou Barros ao DCI.

Novidades

Já em relação às regulamentações recentes ou ainda em avaliação pelo Banco Central – como é o caso do P2P e do open banking, por exemplo (este último, só deverá ter regras específicas no ano que vem) –, os executivos buscam “preparo”.

“Hoje, 10% da força de trabalho do banco já está focada em novas tecnologias e nas frentes digitais. É uma parte relevante, mas que serve para manter o time antenado e pronto para aproveitar as oportunidades que surgirem pela frente”, conclui Ciuffo.