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Os investimentos e despesas em tecnologia no Brasil feitos pelo setor financeiro em 2017 somaram R$ 19,5 bilhões, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Ou seja, os bancos voltaram a aportar recursos na área depois de dois anos de desembolsos em queda.

Os dados são da Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018 da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgada ontem (03), que apresenta tendências do comportamento do setor financeiro no que se refere aos investimentos e uso da tecnologia, e a relação dos consumidores com os principais canais de atendimento oferecidos.

O estudo mostra uma retomada no aumentos dos gastos, por parte dos bancos, após dois anos em queda: 2016, de R$ 18,6 bilhões, e 2015, com R$ 19,1 bilhões. Os valores, porém, seguem abaixo do recorde registrado em 2014, de R$ 21,4 bilhões. Quando comparado a outros segmentos, o setor bancário compartilha a liderança dos investimentos em tecnologia com o governo, maior investidor nessa área. “A indústria bancária brasileira segue robusta, madura e comprometida com os avanços tecnológicos presentes na sociedade”, afirma o diretor de tecnologia e automação bancária da Febraban, Gustavo Fosse.

No ano passado, os investimentos dos bancos atingiram R$ 6 bilhões, representando um incremento de 13% frente a 2016. Desse total, os aportes em software somaram R$ 3,5 bilhões, seguido por hardware (R$ 2,2 bilhões) e telecom (R$ 300 milhões). Pelo lado das despesas com tecnologia, houve um crescimento de 1,5%, resultando em aportes de R$ 13,5 bilhões no mesmo período.

Canais digitais

Ainda segundo a pesquisa, as transações com movimentação financeira por aplicativos de celular saltaram 70%, impulsionadas pelo crescimento de pagamento de contas (+85%), transferências /DOC/TED (+45%), contratação de crédito (+ 141%) e também investimentos e aplicações (+ 42%).

No total, foram realizadas 25,6 bilhões de transações através do canal mobile no último ano, uma alta de 38% em relação a 2016 , e o equivalente a 35% entre 71,8 bilhões de operações. A participação do mobile no total das transações bancárias cresceu 3,5 vezes em relação a 2011, confirmando-se como o principal canal dos brasileiros para realizar operações bancárias.

Enquanto isso, as transações com internet banking (computador) aumentaram 2%, para 15,5 bilhões. Em seguida aparecem as movimentações por meio de autoatendimento (9,9 bilhões), pontos de venda no comércio (9,4 bilhões) e agências bancárias (5,5 bilhões).