Publicado em

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou em outubro, em relação com setembro, passando de 23,8% para 23,5%.

O levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado ontem (8) revela ainda que essa inadimplência registrou queda em relação a outubro de 2017, quando chegou a 26,0% do total.

Quanto ao endividamento, o estudo aponta que a proporção das famílias com dívidas se manteve estável em 60,7% no mês de outubro. Na comparação com o mesmo período de 2017, houve queda de 1,1 ponto percentual.

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes também ficou estável em 9,9%, em outubro, mas apresentou queda em relação aos 10,1% observados em igual mês de 2017.

“A proporção de famílias inadimplentes diminuiu tanto na comparação mensal como na anual, acompanhando um patamar menor de endividamento e redução do comprometimento da renda destinada ao pagamento de dívidas”, diz a economista da CNC Marianne Hanson, por meio de nota.

Para ela, as taxas de juros em patamares mais baixos também constituem um fator favorável a esse resultado.

Outra pesquisa

Já a pesquisa feita pela Boa Vista SCPC, também divulgada ontem, revela que a inadimplência do consumidor cresceu 1% em outubro ante setembro e avançou 1,1% na comparação com igual mês do ano passado.

Por outro lado, no acumulado de 12 meses até outubro de 2018, o indicador caiu 1,9%.

Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, ocorreu queda nas regiões Centro-Oeste (-3,3%), Norte (-3,4%), Nordeste (-1,0%), Sudeste (-1,9%) e Sul (-1,8%).

Conforme nota da entidade, as adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos anos geraram grande cautela nas famílias, inibindo o consumo e a tomada de crédito, contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência dos consumidores.

“Passado o período mais intenso da crise econômica, o indicador demonstra sinais de que caminha para estabilização, após longo período de queda nos registros. Ainda assim, a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência está condicionada por uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho, diminuição dos juros e evolução da renda.”

Rio de Janeiro

Ainda nesta quinta-feira, o Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDLRio - Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro divulgou que a inadimplência do comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro cresceu 1% em outubro em relação ao mesmo mês de 2017. No ano, os calotes subiram 1%.