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Depois de quatro longos anos de margens apertadas (2014-2017), as corretoras de valores retomaram em 2018 novas promoções para reconquistar antigos investidores e atrair outros clientes pessoas físicas ao mercado de ações.

Entre as novidades das intermediadoras estão: isenção da taxa de custódia para ações até o limite de R$ 300 mil por pessoa física; isenção da taxa de transferência eletrônica (TED) na saída dos recursos (volta) para o banco de preferência do cliente; taxa zero para aportes em ativos de renda fixa – a exemplo do praticado anteriormente por algumas casas com o Tesouro Direto; e isenção para aplicações em fundos imobiliários listados na B3.

Quanto aos custos de corretagem, o preço pode variar de R$ 0,75 por ordem executada até R$ 25, a depender do pacote de serviços escolhido e da necessidade dos clientes por informações para operar.

Na avaliação de profissionais consultados pelo DCI, o potencial cliente deve pesquisar os preços, mas também avaliar qual pacote é mais adequado ao seu perfil.

“A maioria das pessoas não está preparada para operar, em determinados casos. Nós convencemos a pessoa a não comprar ações. Temos um trabalho de educação financeira personalizada, e até o nosso [ambiente] digital é humanizado. Nosso modelo é voltado para o investidor de médio e longo prazos”, diz o diretor da Magliano Invest, Raymundo Magliano Neto.

A corretora trabalha com a isenção da taxa de custódia até o limite de R$ 300 mil em recursos para quem faz uma operação por mês. Na prática, a tabela da Magliano Invest favorece o investidor que irá montar uma carteira de ações para prazos mais longos, com taxas de corretagem pequenas (a partir de R$ 2,70 por ordem) para aportes iniciais mensais, e uma taxa fixa de R$ 25,21 para operações acima de R$ 3.029,28. “Nosso público não é o de curto prazo”, diferencia o diretor.

Em outra estratégia, a Clear Corretora adota o valor de R$ 0,80 por ordem executada. “Não é promoção, é o nosso preço permanente. E desde essa mudança [no final do ano passado] tivemos um aumento substancial de abertura de contas”, afirmou o sócio e head [responsável] de renda variável do grupo XP, Raony Rossetti.

Ele contou que público da Clear costuma fazer operações de daytrade (no mesmo dia) e minicontratos. “Temos sempre quatro a cinco salas [de teleconferência] on-line com analistas interagindo com os investidores”, disse. A TED de saída é isenta, assim como a tarifa sobre a custódia.

Na Rico Investimentos, outra corretora de varejo do grupo XP, a taxa por ordem no mercado à vista é de R$ 16,20 e para o daytrade é de R$ 8,90. “Não é a mais barata, mas é mais justa. Somos a única corretora com uma sala para iniciantes em que um professor explica desde regras básicas do mercado de ações e com bastante interação”, argumentou o sócio e head comercial da Rico Investimentos, Pedro Boesel. A Rico isenta a corretagem em fundos imobiliários na B3 e a taxa de transferência na saída.

O diretor comercial da Mirae Asset Wealth Management, Pablo Stipanicic Spyer, afirma que o home broker da corretora possui a melhor relação custo benefício do mercado, com taxa promocional de R$ 0,99 por ordem executada. “Temos uma equipe experiente – de cabelos brancos aqui – que acompanha toda a operação junto com a pessoa”, garante.

Em outro modelo, o diretor comercial do Easynvest, Fabio Macedo, diz que oferece todo o suporte para que os investidores tomem a melhor decisão. “Damos acesso gratuito para relatórios e consultas com analistas especializados”, diz.

A taxa de corretagem no Easynvest é de R$ 10 por ordem executada, e acima de 100 ordens, o cliente paga um valor fixo de R$ 1 mil. “Há clientes que operam 2 mil a 3 mil ordens por mês, daí fica muito barato, centavos”, destaca.

Modelos de bancos

Em resposta ao DCI, o Santander informou que o cliente que investe em ações, fundos imobiliários, ETFs e outros pelos canais digitais, home broker ou App, paga R$ 10 + 0,25% por ordem executada. Já o homebroker Modalmais – do Banco Modal – relatou taxas por ordem de R$ 0,99; R$ 1,49 e R$ 2,49 dependendo dos serviços. Ao passo que home broker da Caixa Econômica Federal cobra o mínimo de R$ 0,75 para volume até R$ 200 em ações.