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São Paulo - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou ontem multas somando mais de R$ 5 milhões a 12 acusados de participação de um esquema de direcionamento de negócios que, segundo a autarquia, gerou perdas de R$ 3,2 milhões à Prevdata, sociedade de previdência complementar da Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência Social.

As transações, intermediadas pela corretora Umuarama (hoje Um Investimentos), foram realizadas entre janeiro e dezembro de 2000 no mercado futuro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Segundo a acusação, alguns clientes específicos acumularam ganhos de R$ 2,43 milhões em detrimento da Prevdata.

Pela falta de cuidado e diligência na administração da carteira da Prevdata, a AGF Assessoria e Participações e seu então diretor Maurício Saldanha de Luna Pedrosa foram condenados a multa individual de R$ 500 mil.

Os demais condenados foram multados por prática não equitativa. A Umuarama, acusada de participar das irregularidades, permitir e viabilizar o esquema, foi multada em R$ 500 mil. Domenico Vommaro, acusado como diretor da corretora, levou outros R$ 500 mil de multa. O operador da corretora Francisberto de Lima Pereira recebeu multa de R$ 200 mil.

Já os participantes e beneficiários dos negócios Antônio Carlos dos Santos Sabiá, Fábio de Lima Pereira, José Carlos Leonardo Goulart, Luiz Claudio Pereira Gomes, Márcio Moreira Serrano, Rafael Vieira Gomes e Robert de Souza Batista foram multados em duas vezes os ganhos auferidos.

A Cetip firmou um Termo de Compromisso para interromper um processo que corria contra a companhia na CVM. Segundo a autarquia, a Cetip pagou R$ 200 mil para encerrar o processo, e mais R$ 100 mil foram pagos por Luis Fernando Fleury, diretor-geral da Cetip.