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O dólar subia 1 por cento nesta sexta-feira, depois de ter batido no patamar de 3,87 reais, em dia de forte aversão ao risco nos mercados internacionais por conta de preocupações com a situação da Turquia, que enfrenta sanções dos Estados Unidos.

Às 11:56, o dólar avançava 0,96 por cento, a 3,8399 reais na venda, após ir a 3,8723 reais na máxima do dia. Na véspera, a moeda norte-americana já havia subido 1 por cento ante o real. O dólar futuro avançava cerca de 1 por cento.

"O movimento da lira turca preocupa praticamente a todos", escreveu a corretora H.Commcor em relatório. "Os investidores acionando o 'modo pânico' em meio à preocupação com a solvência daquele mercado", acrescentou.

O dólar saltava cerca de 12 por cento ante a lira, para a máxima recorde, com preocupações com a influência do presidente Tayyip Erdogan sobre a política monetária da Turquia e o agravamento das relações com os norte-americanos, que impuseram ainda mais sanções contra o país.

Erdogan pediu aos turcos que troquem ouro e divisas pela lira para defender a moeda no que chamou de "batalha nacional", enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a relação de seu país com os turcos "não está boa neste momento" e que autorizou tarifas mais altas sobre as importações da Turquia.

Como conseguência, o dólar tinha forte alta ante uma cesta de moedas e também sobre divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

A forte aversão ao risco global acabou deixando em segundo plano, momentaneamente, a cena eleitoral brasileira depois da realização do primeiro debate dos candidatos à Presidência na noite passada e considerado morno.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,92 bilhão de dólares do total de 5,255 bilhões de dólares que vence em setembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.