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O dólar caiu, ontem, pela segunda sessão consecutiva e fechou cotado a R$ 3,6441 (-1,09%). Com uma mão mais pesada do Banco Central, a moeda operou em baixa durante todo o pregão. O giro foi de US$ 797 milhões.

A mínima foi de R$ 3,6296 (-1,48%) e a máxima de R$ 3,6670 (-0,46%). O dólar para junho, caía 0,91%, cotado a R$ 3,6470, e movimentava cerca de US$ 19,4 bilhões.

Com três vezes mais contratos de swap cambial ofertados, a moeda americana acumula queda de 2,5%. O cenário externo também favoreceu a nova queda do dólar, o título americano de 10 anos caía 0,06%, a 3,056%.

A divisa dos EUA também recuava em relação a outras moedas emergentes: rublo (-0,44%); rand (-0,81%); peso mexicano (-0,28%) e o peso chileno (- 1,94%).

Como o mercado nunca está satisfeito e precisa encontrar eventos para negociar, houve questionamento entre os operadores de câmbio se o Banco Central continuará ofertando os 15 mil contratos de swap (US$ 750 milhões) diariamente, como fez nas duas últimas sessões, já que também avisou que vai atuar de maneira discricionária.

“O dólar nesses dois dias caiu com mais força do que seus pares. Algumas pessoas já avaliam que o BC vai reduzir a munição hoje”, resumiu um gestor, lembrando que quem faz essa análise se esqueceu que nos últimos dias de forte apreciação do dólar em relação ao real, essa alta também foi em ritmo mais acelerado frente a outras moedas. A opinião desse gestor é que o BC deve manter os US$ 750 milhões, para evitar que os negócios tenham mais volatilidade.

Mercado acionário

O dia de ontem também foi de recuperação do Índice Bovespa, que fechou em alta de 1,13%, aos 82.738,88 pontos, após ter acumulado perdas de 5,5% nos últimos três pregões.

A alta se sustentou mesmo com o desempenho negativo das ações da Petrobras e Vale. Na ponta positiva estiveram as ações dos bancos, que vinham sendo castigadas por correções nos últimos dias. Os negócios somaram R$ 14,3 bilhões.

“Foi um movimento bastante técnico, de recuperação das quedas dos últimos dias, em que também se observou uma grande saída de recursos externos da bolsa. O câmbio mais tranquilo, com as ações do Banco Central, também contribuiu para isso”, diz Helena Veronese, economista da Azimut Brasil Wealth Management.

Carlos Soares, analista da Magliano Corretora, reforçou o alívio nas relações entre Estados Unidos e China, que favoreceu a recuperação da bolsa.

Entre os destaques dos papéis financeiros estiveram Itaú Unibanco (+2,42%), Banco do Brasil ON (+2,11%) e Bradesco PN (+2,87%). As ações da Petrobras tiveram uma sessão de intensa volatilidade, reflexo do noticiário desencontrado e das especulações em torno das discussões do governo para reduzir os preços dos combustíveis. Ao fim do dia, Petrobras ON e PN recuaram 2,34% e 1,20%, respectivamente.

Os juros futuros fecharam a sessão regular de ontem em baixa, refletindo, mais uma vez, o desempenho positivo do câmbio doméstico.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,585%, de 6,637% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 7,66% para 7,52% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,79% para 8,66%. A taxa para janeiro de 2023 encerrou a 10,00%, de 10,07%. /Estadão Conteúdo