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Depois de subir mais de 2,5% nas duas sessões anteriores, o dólar à vista encontrou espaço para correção e fechou em queda de 0,23%, a R$ 3,2428. O nervosismo que tomou conta dos mercados globais perdeu força e favoreceu a recuperação de moedas emergentes.

Internamente, também contribuiu o leilão de US$ 475 milhões em contratos de swap cambial, em operação de rolagem anunciada pelo Banco Central (BC). A reforma da Previdência acabou ficando em segundo plano.

A volatilidade ainda se fez presente nos negócios, evidenciando o forte sentimento de incerteza quanto aos efeitos de um possível superaquecimento da economia dos Estados Unidos.

Na máxima intraday, atingiu R$ 3,2787 (+0,87%). Na mínima, foi cotada a R$ 3,2376 (-0,39%).

Profissionais do mercado observaram ingresso de recursos externos ao Brasil, boa parte direcionado ao mercado de ações. O Índice Bovespa consolidou expressiva alta até o encerramento do pregão. Já as bolsas de Nova York tiveram intensa volatilidade, conservando a cautela do investidor.

“Aparentemente o mercado se ajustou ao movimento de segunda-feira, favorecido pela melhora das bolsas americanas e o leilão de swap, que mostrou um Banco Central preocupado com a tensão”, disse Durval Corrêa, operador da corretora Multimoney.

Mas o profissional pondera que ainda há diversas dúvidas quanto ao caminho que os mercados americanos tomarão, o que mantém o clima de incerteza no ar. “Foi um dia de correção, levando em conta que câmbio e bolsa foram bastante castigados”, afirmou

No mercado futuro, o dólar para liquidação em março fechou cotado a R$ 3,2435, em baixa de 0,86%. Os negócios somaram US$ 29 bilhões. No câmbio à vista, o volume de negócios somou US$ 1,423 bilhão, segundo dados da B3.

Mercado Cambial

Um dia após o susto com a queda vertiginosa dos mercados em Wall Street, os investidores da bolsa brasileira abriram a sessão de negócios de ontem ressabiados, com ênfase na ponta vendedora.

O giro chegou a R$ 16,9 bilhões, espelhando o movimento na primeira etapa do dia.

Ao longo do pregão, o Ibovespa se firmou na trajetória de alta, enquanto seu principal par, o Dow Jones, apontava volatilidade. O índice à vista encerrou com ganho de 2,48%, aos 83.894,03 pontos.

Muito embora a maioria dos agentes de mercado não acredite ou diga que nem conta mais com a aprovação da reforma da Previdência neste mês, a mobilização e as declarações dos parlamentares por esses dias deixam dúvidas sobre se há alguma possibilidade. “O mercado está fazendo essa alta sem considerar a reforma”, disse Pedro Paulo Silveira, economista-chefe Nova Futura CTVM. “Mas, se vier a reforma, a bolsa sobe mais”, completou o especialista.

Já a melhora do humor nos mercados internacionais garantiu um fechamento em queda para os juros futuros nos vértices intermediários e longos, enquanto as taxas curtas terminaram estáveis.

A sessão regular fechou com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 em 6,830%, de 6,820% no ajuste de segunda-feira e a do DI para janeiro de 2020 em 8,07%, ante 8,09% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,94% para 8,91% e a do DI para janeiro de 2023, de 9,66% para 9,59%. /Estadão Conteúdo