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são Paulo - Nove executivos que fizeram parte do conselho de administração da Votorantim (VCP) e da Aracruz Celulose vão pagar R$ 900 mil, ao todo, em acordo com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para extinguir processo em que eles foram acusados como responsáveis pela convocação das assembleias de conversão das ações preferenciais em ações ordinárias das companhias.

As empresas se fundiram após a crise financeira de 2008 e criaram a Fibria. Após prejuízos bilionários da Aracruz com operações de derivativos, ela foi comprada pela já sócia VCP.

Segundo ata de reunião do colegiado da CVM, o acionista controlador não teria encaminhado "qualquer documento à companhia fundamentando a proposta a ser deliberada" para conversão das ações, salvo acordo de investimento com terceiros.

Pela VCP, foram acusados Paulo Henrique de Oliveira Santos, João Carvalho de Miranda e José Luciano Duarte Penido.

Na Aracruz, foram responsabilizados Raul Calfat, Sergio Duarte Pinheiro, Gilberto Lara Nogueira, Wang Wei Chang, Jorge Eduardo Martins Moraes e Alexandre Silva D'Ambrosio. Cada um acordou pagar R$ 100 mil.

Segundo a CVM, os administradores não tiveram "qualquer atuação" junto ao controlador para fazer com que fossem disponibilizadas aos acionistas as justificativas dos critérios adotados para o estabelecimento da relação de conversão de ações. Não houve também movimento para que fosse informado o acordo de investimento.