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SÃO PAULO

O fundo soberano de Cingapura GIC Private anunciou ontem que abriu um escritório no Brasil conforme busca aumentar seus investimentos na América Latina.

Com base em São Paulo, o novo escritório do fundo focará investimentos nos setores de imóveis, saúde, serviços corporativos e financeiros, e recursos naturais e infraestrutura, disse a GIC, por meio de comunicado.

O vice-presidente de investimento do fundo, Lim Chow Kiat, disse que está confiante sobre as perspectivas de crescimento de longo prazo na América Latina, apesar da recente volatilidade nas economias dos mercados emergentes. "Nossa presença permitirá que nossos parceiros se engajem cedo e interajam de perto com a equipe do GIC, o que é muito benéfico para investimentos complexos e vultosos", disse.

Por outro lado, ainda ontem, a Aberdeen Asset Management disse que planeja cortar custos depois que uma fraqueza nos mercados emergentes levou mais dinheiro para fora de seus fundos nos primeiros dois meses do ano, elevando suas ações.

Os fluxos de saída ficaram em 3,9 bilhões de libras (US$ 6,50 bilhões), a maior parte de seus fundos asiáticos e de mercados emergentes, disse a Aberdeen.

A saída de dinheiro de seus fundos desacelerou em março e os fluxos de saída para o mês são esperados em cerca de 200 milhões de libras. A companhia permanece cautelosa sobre a perspectiva do mercado global e a confiança dos investidores.

O analista da Numis, David McCann, disse que as economias de custo "devem ajudar a proteger o lucro de pressões atuais da receita", embora ele tenha mantido uma recomendação de "manter" sobre o papel, em grande parte com base na precificação.

Também ontem, o presidente-executivo Javier Marín, do Santander, afirmou que a unidade norte-americana do banco espanhol não precisa de capital adicional após os testes de estresse feitos pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

Marín disse que seu braço nos EUA, o Sovereign, teria que ajustar e melhorar algumas partes do seu plano de capital para reenviá-lo para o Fed, mas as mudanças seriam mais qualitativas.

O banco central norte-americano afirmou na semana passada que o plano do Santander para lidar com uma situação financeira de estresse tinha "deficiências generalizadas e significativas".