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O número de empresas inadimplentes no Brasil bateu novo recorde em dezembro de 2017, ao atingir 5,3 milhões de CNPJs negativados, informou a Serasa Experian ontem (8).

Esses mais de 5 milhões inadimplentes é a maior quantidade registrada desde março de 2016, quando o levantamento passou a ser feito. Em relação a dezembro de 2016, quando 4,8 milhões de CNPJs tinham dívidas em atraso, houve um aumento de 10,8%. O montante alcançado pelas dívidas das empresas também é inédito: R$ 122,9 bilhões.

Conforme a Serasa, mais da metade das empresas em situação de inadimplência estão no Sudeste do País (54,2%). O Nordeste tem 16,3% do total de companhias com dívidas em aberto, enquanto o Sul responde por 15,6% do total. O Centro-Oeste tem 8,6%, e o Norte, com 5,3% do total dos CNPJs negativados no Brasil.

Entre os estados, São Paulo representa o maior número de empresas inadimplentes, com 32,9% do total. Em seguida está Minas Gerais, com 11,0%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,3%.

Por setor

Entre os segmentos, o setor de serviços é o que reteve o maior número de empresas no vermelho em dezembro último, com 47,4% do total, seguido por empresas do comércio, com 43,1% de CNPJs negativados, e, na terceira posição, as indústrias, com 8,6%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a recuperação da economia em 2017 não foi suficiente para superar os impactos sobre a saúde financeira das empresas, causados pela longa e intensa recessão de 2015 e 2016.

Adicionalmente, para eles, as dificuldades de acesso ao crédito, especialmente para as micro e pequenas empresas, prejudicam a gestão financeira das companhias. “Tudo isto levou a inadimplência para patamares recordes no ano passado, sendo absolutamente necessários que processos de renegociação ocorram entre credores e devedores para que tais dívidas possam ser equacionadas e regularizadas.”

Para ajudar as empresas a saírem da inadimplência, a Serasa Experian informou que disponibiliza o Serasa Recupera PJ (www.serasarecupera.com.br), um serviço on-line para as companhias renegociarem suas dívidas atrasadas diretamente com os credores.