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Os mercados acionários europeus caíram levemente na última sexta-feira, último dia de operação de 2017, mas marcaram o ano mais forte de ganhos desde 2013, graças a um salto nas ações de tecnologia e também a um robusto setor de recursos básicos.

O índice FTSEurofirst 300 <.FTEU3> caiu 0,09%, a 1.530 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 <.STOXX> perdeu 0,09%, a 389 pontos. Já o índice britânico FTSE 100 <.FTSE> atingiu nova máxima recorde e teve alta de 0,9%, enquanto o índice italiano <.FTMIB> recuou 1,2% para uma mínima de 16 semanas depois que o presidente dissolveu o Parlamento na última quinta-feira e uma eleição foi marcada para o próximo dia 4 de março.

O ano de 2017 foi positivo para as ações europeias de modo geral, impulsionadas por resultados fortes das empresas, um cenário econômico favorável e sem grandes problemas políticos.

O STOXX fechou 2017 com acumulada de 7,%, o ano mais forte desde 2013. Os índices da Alemanha <.GDAXI> e da Itália <.FTMIB> se destacaram, acumulando altas de 12,5% e 13,6%, respectivamente.

Mercados periféricos também tiveram um ano forte, com alta de 24,7% do índice da Grécia <.ATG> e de 15,2% do português PSI <.PSI20>.

O britânico FTSE 100 <.FTSE> ficou um pouco atrás, subindo 7,6% em 2017, da mesma forma que o espanhol IBEX <.IBEX>, que subiu 7,4% depois que a crise na Catalunha reduziu o entusiasmo por ações espanholas.

Olhando à frente para 2018, os investidores permaneceram animados sobre o mercado acionário da região, embora existam preocupações de que uma valorização adicional do euro poderia prejudicar resultados e riscos políticos poderiam desacelerar a economia.

Em Londres, o índice Financial Times <.FTSE> avançou 0,85%, a 7.687 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX <.GDAX> caiu 0,48%, a 12.917 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 <.FCHI> perdeu 0,50%, a 5.312 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib <.FTMIB> teve desvalorização de 1,21%, a 21.853 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 <.IBEX> registrou baixa de 0,49%, a 10.043 pontos. Em Lisboa, por fim, o índice PSI20 <.PSI20> teve uma valorização de 0,36%, a 5.388 pontos.

Ofertas Iniciais

Os banqueiros de Hong Kong estão prevendo para os próximos dois anos uma série de bem-sucedidas ofertas iniciais da ações (IPOs, na sigla em inglês) de empresas de tecnologia chinesas, com uma capitalização de mercado total de cerca de US$ 500 bilhões, em forte contraste com 2017 – o pior ano para IPOs na cidade em uma década.

Se as expectativas forem cumpridas, Hong Kong se colocará em confronto com Nova York, local tradicional para emissões das empresas atraentes da nova economia mundial e principal rival da cidade na liderança global de IPOs.

Empresas como a fabricante de celulares Xiaomi e a plataforma de gerenciamento de patrimônio Lufax estão entre os IPOs de bilhões de dólares previstos para 2018. A estimativa é que a oferta da Xiaomi pode avaliar a empresa em até US$ 100 bilhões, enquanto a Lufax foi avaliada em US$ 18,5 bilhões em sua mais recente rodada de financiamento.

Neste ano, os IPOs realizados em Hong Kong movimentaram apenas um total de US$ 10,9 bilhões, pouco mais da metade do nível registrado em 2016. /Reuters