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Entre julho de 2014 e deste ano, a soma dos investimentos anjo no País atingiu R$ 784 milhões, 14% a mais do que no mesmo período do ano passado. Ao todo, 7.260 pessoas realizaram esses aportes, alta de 3%. O tíquete médio atingiu R$ 108 mil.



Para o presidente da Anjos do Brasil, Cássio Spina, os resultados positivos se deram por três motivos. O primeiro é o fato de os aportes terem sido realizados em empresas inovadoras, que não dependem diretamente do momento econômico.



Outro ponto é que o investimento anjo tem retorno em médio e longo prazo e é menos afetado pela crise. Além disso, como outras modalidades estão com baixa rentabilidade, como é o caso da bolsa de valores, o investimento anjo se torna mais atrativo, destaca Spina.



Apesar do crescimento de dois dígitos no valor total investido, a Anjos do Brasil estima que nos próximos dois anos, o segmento têm potencial de receber R$ 2,8 bilhões de aportes.



Spina aponta como um problema atual a falta de empreendedores preparados para esse tipo de investimento. É importante apresentações das empresas com produtos testados e validados, o que torna o negócio bem mais atrativo aos investidores. "Apenas (mostrar) a ideia não interessa", afirma o presidente da Anjos do Brasil.



Os resultados foram divulgados hoje na 4ª Conferência Nacional Anjos do Brasil, que acontece em São Paulo.