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SÃO PAULO

Sem recursos da poupança, o setor de loteamento de imóveis encontra dificuldades para financiar seus empreendimentos. No entanto, a Damha, uma das maiores empresas deste segmento, já possui parcerias com bancos para conseguir recursos via emissão de títulos, e pretende ampliar essa estratégia.

"Hoje, temos uma carteira de R$ 1,2 bilhão em crédito que foi concedido pela própria Dama, ou em parcerias com outras empresas. Deste total, 30% se transformaram em títulos emitidos no mercado financeiro", explica Carlos Eduardo Freire, diretor administrativo e financeiro da Damha.

Ele explica que a maior parte dessas operações foi feita diretamente com bancos, por meio de Cédula de Crédito Bancário (CCB). "Já fizemos também uma operação de securitização, com a emissão de CRI [Certificado de Recebíveis Imobiliários]. Mas ainda queremos fazer mais esse tipo de operação."

Segundo Freire, deve haver mais uma operação de securitização no segundo semestre deste ano, mas esse tipo de captação deve ganhar mais força em 2015. "Pretendemos ter a maior parte da carteira envolvida nesse tipo de operação a partir do ano que vem. Até porque não é função da loteadora arcar com riscos de crédito, essa é a função do setor financeiro", ressalta.

Ele afirma que a pulverização do mercado de loteamentos sempre atrapalhou o acesso das empresas ao crédito. "A Damha tem uma atuação nacional atualmente. Mas nossos principais concorrentes ainda são os pequenos loteadores." No entanto, Freire lembra que já existe um projeto no Congresso que prevê a inclusão das loteadoras no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), dando acesso a recursos da poupança.