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SÃO PAULO - A fintech brasileira PicPay dispõe de um aplicativo pelo qual é possível pagar pessoas e estabelecimentos transferindo um valor determinado de uma conta para outra dentro do seu sistema. Utilizando cartão de crédito para bancar as transações, a plataforma é gratuita quando usada para fins não comerciais.



Fundada em 2012 pelos sócios Diogo Roberte, Dárcio Stehling e Anderson Chamon, a empresa tem como objetivo ser uma carteira virtual, simplificando os pagamentos e transações cotidianas dos usuários.



"Na onda dos smartphones e dos pagamentos pela internet, a ideia de simplesmente só ter uma conta bancária não resolve nenhum problema", diz Roberte. "As pessoas precisavam de algo que impactasse diretamente o seu dia-a-dia."



A plataforma pode ser utilizada após o usuário baixar o aplicativo e se cadastrar. Para colocar dinheiro em sua conta, é necessário usar um cartão de crédito. As transferências são feitas somente dentro do sistema PicPay e o valor colocado nas operações é debitado automaticamente do cartão.



A senha criada pelo usuário durante o cadastro é solicitada em todas as transações no aplicativo. Após cada pagamento, é gerado um recibo virtual que pode ser compartilhado via e-mail e redes sociais. Caso o montante disponível na carteira seja suficiente para a transferência, o cartão de crédito não precisará ser utilizado.



Além das transações, o PicPay é uma rede social na qual os usuários podem interagir por chat, utilizando seus usernames. "Transferências no banco não permitem se comunicar com o favorecido. O PicPay cresce a cada dia para ser mais social", diz Roberte.



O valor acumulado na plataforma pode ser usado para outras transferências ou para gastos em estabelecimentos que usam o PicPay. Além disso, o usuário pode sacar o saldo do aplicativo, transferindo o valor para sua própria conta bancária.



Substituindo as maquininhas



O aplicativo da PicPay também é usado para realizar pagamentos em estabelecimentos cadastrados. A empresa fatura uma taxa de 4,89% a cada venda realizada pelo negócio que utiliza sua plataforma.



"Nosso diferencial é que entregamos uma experiência em que transferências são mais fáceis e os pagamentos são realizados na hora", afirma Roberte. Em média, o valor pago em uma "maquininha" demora até 48h para cair na conta do estabelecimento se a transação for realizada na função débito e 30 dias se for crédito.



Desde 2012, a fintech recebeu aporte dos próprios sócios e de investidores-anjos, além de um investimento do banco digital Original. Ao todo, foram aplicados R$ 2,3 milhões na ideia.



A fintech se encontra legalizada perante o Banco Central conforme marco regulatório instituído em 2013, no qual é autorizado o funcionamento de instituições que permitem ao cidadão realizar pagamentos sem o intermédio de instituição financeira



Atualmente, a PicPay tem mais de 15 mil negócios utilizando sua plataforma. A empresa não revelou o número de clientes realizando operações com aplicativo.