Publicado em

O Banco Central surpreendeu ontem ao renovar a maior parte da dívida cambial que vence no dia 1º de agosto e impediu uma alta do dólar, conforme acontecia pela manhã e era prevista pelo mercado, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de cortar os juros para 24,5%.

O BC aceitou rolar US$ 406,6 milhões da sua dívida de US$ 502,4 milhões em contratos de swap cambial do vencimento, ou equivalente a 80,9% do total.

A transação de rolagem consiste em trocar os contratos que vencem na próxima semana por outros com novos prazos.

No último vencimento, por exemplo, o BC só renovou 52,4% de uma dívida cambial de US$ 2,719 bilhões - o que diminuiu a oferta de hedge (proteção) do mercado contra a variação do dólar.

Logo após o resultado do leilão, o dólar comercial aprofundou a tendência de queda registrada na tarde de ontem e foi negociado a R$ 2,876, embora tenha terminado o dia em alta, cotado a R$ 2,897,(ver detalhes nesta página).

Ao contrário das últimas vezes, quando a operação causou nervosismo no mercado financeiro, não houve tensão ontem. Isso porque o valor total da dívida é relativamente pequeno, em relação às anteriores.