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A SulAmérica projeta maior crescimento da arrecadação e da captação líquida para previdência em 2019. Apesar do aumento de 2018 ter sido ameno, as discussões em torno das reformas e a maior competitividade no mercado pode ser positiva para o produto.

De acordo com o vice-presidente de vida, previdência e investimentos da SulAmérica, Marcelo Mello, as expectativas da companhia para o próximo ano são positivas

“Não apenas porque o cenário macroeconômico trará a pauta da reforma da Previdência de volta, mas também em termos de crescimento de renda”, comenta o executivo.

Os últimos dados divulgados pela SulAmérica são relativos ao terceiro trimestre deste ano e mostram que, no período, a receita operacional de previdência atingiu a soma de R$ 152,9 milhões.

O valor corresponde a um avanço de 3,1% em relação ao mesmo intervalo de 2017 (R$ 148,3 milhões), mas mostra uma queda de 2,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando registrou um total de R$ 156,4 milhões.

Segundo o vice-presidente, o movimento de arrefecimento no crescimento em arrecadação e captação líquida ante 2017 acontece pelo momento econômico do País até agora.

“Isso está acontecendo porque o cliente de previdência postergou ao máximo a necessidade de utilizar a reserva que tinha no produto. Mas como a retração do País levou mais tempo do que o previsto, os clientes acabam usando essas reservas pra desalavancagem”, explica Mello, da SulAmérica.

O crescimento da receita operacional vem puxado, principalmente, pelos produtos de Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que avançou 6,2% em relação ao terceiro trimestre de 2017 (de R$ 81,5 milhões para R$ 86,5 milhões).

Em seguida veio o aumento do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), que subiu 2,8% na mesma relação, de R$ 59,7 milhões para R$ 61,4 milhões.

A previdência tradicional da SulAmérica, por sua vez, teve queda de 29,9% em igual base de comparação, de R$ 7 milhões para R$ 4,9 milhões.

Grade competitiva

Ainda segundo o executivo da seguradora, entre as expectativas para o próximo ano também está a “arquitetura aberta” a qual, segundo ele, deve trazer seguradoras de varejo para a venda de produtos de previdência de terceiros.

“O crescimento das plataformas digitais obrigou até quem tinha certa resistência, a trabalhar nesse modelo. Isso traz produtos mais competitivos e melhor precificados”, avaliou.

Ao mesmo tempo, porém, Mello, da SulAmérica, ressalta a necessidade de uma venda consultiva para a previdência.

“O produto é mais sofisticado e exige uma explicação maior. Essa nossa preocupação fica evidente, inclusive, na divisão da nossa reserva, onde 60% do volume é de VGBL e 40% é PGBL, contra os 90% de VGBL e 10% de PGBL normalmente vistos no mercado”, diz.

“Antecipamos essa estrutura e acreditamos que a grade competitiva de produtos será parte importante”, completa.

As reservas da SulAmérica somaram R$ 6,881 bilhões no acumulado dos nove meses deste ano, alta de 12,4% em relação a igual período de 2017, quando era R$ 6,121 bilhões.