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A colheita de soja da safra 2018/19 no Paraná começou com as lavouras em piores condições, dada a falta de chuvas em níveis adequados há mais de um mês, disse ontem o Departamento de Economia Rural (Deral).

Problemas no segundo maior produtor brasileiro da oleaginosa podem levar à queda da colheita nacional, algo que já começa a ser efetivamente considerado por representantes de produtores e uma consultoria. Na semana passada, a INTL FCStone já havia divulgado projeção de recuo da safra diante da falta de chuvas nas principais regiões produtoras.

Segundo o Deral, vinculado à Secretaria de Agricultura do Paraná, a colheita de soja no Estado alcançava 5% da área até a véspera. Há um ano, as atividades ainda não tinham começado, e o ritmo acelerado de agora reflete o plantio precoce em algumas regiões. Entretanto, devido à estiagem recente, 12% das lavouras paranaenses estão em patamar ruim, condição não reportada pelo Deral em igual período de 2018.

Outros 30% das plantações foram classificadas com qualidade “média” e 58% com “boa”. “Estamos trabalhando com informações dos campos. As regiões oeste e sudoeste são as mais afetadas neste momento por terem iniciado o plantio mais cedo. Temos uma tendência de redução de produtividade nessas regiões”, afirmou o analista do Deral, Marcelo Garrido, acrescentando que alguns relatos apontam para rendimentos até 40% menores.

“Cerca de 30% da produção do Estado está nessas duas regiões. Se forem bem impactadas, podemos ter uma redução de produtividade”, afirmou, frisando que por ora o Deral não deve revisar a projeção da safra.