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Mais do que grandes redes, especialistas ouvidos pelo DCI ressaltaram a importância de empoderar moradores de comunidades e garantir que eles mesmos liderem o processo de abertura de pontos comerciais dentro das periferias.

Hoje, iniciativa como o Projeto Fa.vela! , de Belo Horizonte (MG), é um dos poucos caminhos de financiamento que empreendedores de comunidades possuem.

“Pessoas de pele preta e moradores de comunidades têm menos chances de conseguir financiamento em bancos, e isso é um erro crasso dos bancos que perdem bons clientes”, afirmou o economista Paulo Sandro Marchiori, que tem doutorado em antropologia e PhD em relações econômicas em regiões periféricas.

Exemplo da força da periferia, a empreendedora Neide Campos, que possui três salões de beleza na comunidade do Paraisópolis, em São Paulo, emprega hoje mais de 20 pessoas e entrou em um mercado sem concorrência: dia de noiva para mulheres que moram nas favelas.

“O sonho de casar não tem classe social, e as mulheres da comunidade não se sentiam aceitas nos salões em bairro nobres. Aqui fazemos toda a preparação para o casório e devo fechar o ano com um faturamento de R$ 800 mil este ano”, conta ela.

Para este ano, ela diz que o plano é oferecer também serviços atrelado à festas, como alimentação, DJ e decoração.