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Os embarques brasileiros de carne bovina cresceram 2,6% no primeiro trimestre, para 405,6 mil toneladas, informou nesta segunda-feira (08) a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Segundo a entidade, o volume é o maior dos últimos 12 anos no período.

“Partindo de um cenário em que a guerra comercial entre EUA e China seja resolvida em breve e, com isso, se postergue uma desaceleração da economia mundial, o ano promete para as exportações de carne bovina do Brasil, principalmente quando olhamos para a Ásia”, avalia o analista da Mirae Asset Corretora, Pedro Galdi.

No entanto, conforme o balanço da Abiec, as vendas de janeiro a março, em receita, somaram US$ 1,51 bilhão, recuo de 5,6% em relação a igual período de 2018.

Em março, houve queda de 4,3% do volume embarcado e de 10,5% em faturamento. Apesar da retração, a entidade comemora o resultado positivo no acumulado do ano. De acordo com a Abiec, dentre os principais países compradores, o destaque para o primeiro trimestre é novamente o avanço das exportações para a China, de 6,2%. “A expectativa é que esse ritmo se mantenha nos próximos meses”, disse em nota o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

Galdi salienta, entretanto, que se o governo brasileiro se aproximar ainda mais da China, a porta para os embarques de carne bovina pode ser ampliada. “E isso deve fazer com que as exportações do Brasil tenham um avanço.”

Mercado doméstico

O analista da Mirae Asset pontua que, em um cenário de crescimento do mercado brasileiro, as empresas locais tirariam o foco das exportações. “Temos que considerar que quando a economia doméstica acordar – o que significa sair do engessamento em que se encontra – a demanda doméstica será muito mais importante do que focar exportações”, analisa Galdi.