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Tida como uma das principais feiras de negócios, a World Travel Marketing Latin América (WTM), que acontece em abril na capital paulista, quer passar de comercializadora de espaços dentro do evento para um player que crie pontos de contato efetivos entre operadoras de turismo e agências de viagem. Com isso, o plano é avançar 33% o número de expositores no espaço.

“Para a edição deste ano, adotamos algumas estratégias para tornar a feira mais atrativa tanto para as agências como para as operadoras de turismo. Por exemplo, para esse ano, estabelecemos um mínimo de três reuniões por dia entre os agentes”, disse a diretora da WTM Latin America, Luciane Leite.

De acordo com a executiva, algumas das apostas da feira para atrair mais expositores estão ligadas ao conteúdo que será abordado no evento e à nova parceria com a companhia Gol Linhas Aéreas. “Estamos crescendo com parcerias corporativas nos últimos ano. A nova iniciativa com a Gol deve trazer cerca de 45 gestores de viagens para a feira”, afirmou a executiva.

No ano passado, foram contabilizadas 600 empresas expositoras entre operadoras e agências. Para este ano, a expectativa é que chegue a 800, uma alta de 33%. Em relação aos participantes, diz a executiva, o evento do ano passado registrou crescimento de 7% sobre o ano anterior – chegando a 12 participantes no total.

“Além disso, mudamos o nosso sistema de agendamento. Consideramos que é fundamental para o sucesso da feira uma plataforma de agendamento simplificada e rápida, que facilite a reunião entre expositores, compradores e visitantes”, declarou a executiva.

Ainda segundo Luciane, houve a intensificação no processo de speed networking, que consiste no momento que agentes e operadoras conversam durante minutos sobre tendências do setor e possibilidade de novos negócios. “Decidimos aumentar a área de speed networking. Percebemos que esses pontos de contato têm grande importância durante o evento”, diz ela.

Na mesma perspectiva, a presidente da Interamerican Network – que tem parceria com a WTM Latin America –, Danielle Roman, diz que os investimentos em processos de profissionalização nas feiras devem ser intensificados, em virtude do potencial desse mercado. “Temos a percepção de que os agentes têm comparecido a feira já com o objetivo de fazer negócio. Com isso, existe maior interesse de agências que nunca antes tinham participado da feira”, afirmou, destacando que players das regiões de Rio Branco, Boa Vista e Navegantes – os quais não tinham participado de nenhuma edição até o momento.

Cenário macro e desafios

Segundo a diretora da WTM na América Latina, a oscilação do dólar enfrentada no ano passado foi “complicada e desafiadora” para o setor de turismo. “Mesmo com a alta do câmbio no ano de 2018, acreditamos no potencial do turismo como alavanca importante na economia brasileira”, argumentou.

Para ela, a feira deste ano terá o retorno de destinos importantes, como a Guatemala. Já no que diz respeito aos estreantes do evento, estão nações como China e Rússia. Nações como Cuba e também El Salvador ampliaram o espaço dos estandes. “Compreendemos a complexidade da indústria do turismo em todas as vertentes de atuação e buscamos, por meio de parceiros e expositores, reunir em um só evento os temas e também profissionais relevantes para o setor”, detalhou Luciane.

Além disso, a executiva menciona a intenção de diversificar temas abordados na feira com a inclusão, por exemplo, de assuntos como empoderamento feminino e também a representatividade das mulheres no conselho da empresa.