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SÃO PAULO

A fabricante catarinense de etiquetas para vestuário Haco faz planos ousados para o ano que se inicia. Com investimento total de R$ 32 milhões em 2013, a empresa espera crescer 30% em faturamento no ano. A meta é ambiciosa se consideradas as dificuldades de um setor têxtil e de confecção que projeta crescimento anual de até 2% para a indústria e de 4% para o varejo, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

"Nos mercados desenvolvidos, as empresas começaram com etiqueta tecida e hoje vendem todo um pacote de soluções de identificação. O movimento da Haco é nesse sentido", afirma o presidente da indústria, Alberto Conrad Lowndes. Assim, a companhia acaba de fechar a aquisição de uma empresa especializada na fabricação de adesivos têxteis, a Publicidatas, de Farroupilha (RS). O aporte totalizará R$ 10 milhões, entre a aquisição e investimentos na fábrica, que hoje conta com 60 funcionários, mas deve chegar a 300 trabalhadores até o fim do ano.

Na área fabril, a empresa planeja mais do que triplicar sua capacidade produtiva gráfica. "Serão investidos R$ 22 milhões: R$ 18 milhões em máquinas e o restante em capital de giro", diz. Outra novidade é a venda de cintos de cadarço, para o público masculino.